Suspensão de obras da Academia na Maia: FC Porto «empenhado no cumprimento das medidas»

5 abr, 22:54
Apresentação do projeto da nova Academia do FC Porto (JOSÉ COELHO/LUSA)

Depois de parecer negativo da CCDR-N, dragões reagem e mostram-se empenhados em cumprir todas as medidas de proteção do património arqueológico

O Instituto do Património Cultural solicitou a suspensão das obras da Academia do FC Porto na Maia, com base num parecer negativo da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), segundo noticia a imprensa desportiva nacional, esta sexta-feira.

Na sequência da ordem de suspensão das obras da futura academia e da presença da Polícia Municipal da Maia no local, o FC Porto emitiu um comunicado, na noite desta sexta-feira. Os dragões deixam a garantia de que estão «empenhados no cumprimento de todas as medidas de proteção do património arqueológico» no espaço onde projetaram a Academia.

VÍDEO: as imagens e os pormenores da futura Academia da Maia

Os dragões adiantam ainda que pretendem «salvaguardar desde já todas as condições para que o projeto de arquitetura da Academia do FC Porto cumpra todos os requisitos de todas as entidades externas necessárias para a sua aprovação».

A 25 de março, a Assembleia Municipal maiata ratificou a alienação pelo valor base de 3,36 milhões de euros (ME) de 18 parcelas incluídas no projeto do Parque Metropolitano da Maia, decisão que fora aprovada por maioria pelo executivo local uma semana antes.

Esse espaço tem 140.625 metros quadrados e é desejado pelo FC Porto para erguer a academia, tendo a hasta pública sido difundida em Diário da República em 26 de março, data a partir da qual foi lançado um período de 20 dias para a apresentação de ofertas.

A academia está a cargo do arquiteto Manuel Salgado, autor dos projetos do Estádio do Dragão e do pavilhão Dragão Arena, ambos no Porto, e envolve quase 23 hectares, dos quais 9,3 pertencem à empresa ABB, junto da qual o clube adjudicou um movimento de terraplanagem, por 6,89 milhões de euros, tendo o custo total da empreitada sido estimado em 40 milhões de euros.

Além da Casa do Dragão e de um centro de formação, o projeto engloba um mini-estádio para acolher partidas da II Liga e dos escalões de formação, com cerca de 2.000 lugares cobertos, mais nove campos relvados de dimensões oficiais e um para o futebol de sete.

O comunicado do FC Porto sobre a suspensão das obras da futura Academia:

«1. O FC Porto e a ABB arrancaram os trabalhos de desmatação, sem qualquer movimentação de terras, como de resto se pode constatar no auto da Polícia Municipal.

2. A desmatação é uma condição essencial para, no âmbito do Pedido de Autorização para Trabalhos Arqueológicos (PATA), se avançar para os trabalhos arqueológicos e se cumprir todas as recomendações da Câmara Municipal da Maia e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.

3. O FC Porto e os autores do projeto da Academia do FC Porto estão empenhados no cumprimento de todas as medidas de proteção do património arqueológico.

4. Procuram, por isso, salvaguardar desde já todas as condições para que o projeto de arquitetura da Academia do FC Porto cumpra todos os requisitos de todas as entidades externas necessárias para a sua aprovação.

5. No âmbito do PATA, a seu tempo o FC Porto dará conta da excelência da equipa de arqueólogos escolhidos para executar estes trabalhos.»

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