Fauci diz que falta pouco para vivermos sem controlos pandémicos

30 dez 2021, 05:00
Covid EUA
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Principal conselheiro de saúde da Casa Branca diz que podemos estar já “em transição” para o regresso à normalidade, apesar dos recordes de infeções. Estudo sul-africano indica que variante Ómicron prepara o sistema imunitário para responder melhor a outras variantes mais perigosas

 

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Anthony Fauci, o principal conselheiro de saúde da Casa Branca, considera que estamos num momento de “transição” na pandemia de Covid-19, graças ao efeito combinado da vacinação e da prevalência da variante Ómicron. apesar de ser a mais contagiosa de todas as estirpes conhecidas do SARS-Sov2, tudo indica que a Ómicron é também menos virulenta do que a anterior variante dominante, a Delta, o que poderá permitir que a pandemia se torne em endemia.

Segundo Fauci, podemos estar “a meses” de voltar a uma vida sem os fortes controlos pandémicos impostos pelas autoridades dos vários países nos últimos dois anos. Com a prevalência da variante Ómicron, que irá sobrepor-se à variante Delta, será possível, segundo Fauci, viver com o vírus. Este, “não será erradicado e muito provavelmente não será eliminado”, mas será gerível “com níveis muito baixos de controlo, nomeadamente, controlos que não perturbem o funcionamento da sociedade e da economia”, disse o epidemiologista durante mais uma conferência de imprensa na Casa Branca.

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“Podemos perfeitamente ver a transição nesse sentido nos próximos meses”, assegurou Fauci. 

As declarações do diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infeciosas dos EUA foram feitas num dia em que o país bateu recordes de infeções por Covid-19, com a média semanal de novos casos diários a saltar para 240 mil - uma subida de 60% em relação à semana anterior.

Apesar disso, o Centro de Controlo de Doenças dos EUA reduziu de dez para cinco dias o período de quarentena para quem testou positivo à covid mas não tem ou deixou de ter sintomas.

 

As “vantagens” da variante Ómicron

 

Vários cientistas têm apontado para a possibilidade de a Ómicron ser a variante que permite finalmente “viver com o vírus”. Pedro Simas, na CNN Portugal, defendeu que, com esta variante, e com o nível de vacinação que o país tem, chegou a altura de “deixar o vírus disseminar-se”. Também Manuel Carmo Gomes considera que, a confirmar-se a menor virulência desta variante - que tem muito menos risco de provocar doença grave ou internamento hospitalar -, pode estar a chegar o momento de apostar na imunização natural, pela exposição ao vírus.

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Um estudo sul-africano divulgado nas últimas horas indica que a Ómicron, apesar da sua alta transmissibilidade, poderá trazer outras boas notícias. Por um lado, as células T do nosso sistema imunitário mostram-se bastante eficazes a detetar esta variante, dando-lhe luta desde o início e reduzindo, assim, o risco da doença mais grave. 

Por outro lado, os pacientes infetados com Ómicron e que recuperam da doença parecem mais capazes de resistir a reinfeções pela variante Delta, que tinha mais capacidade de provocar doença grave. Ou seja, a infeção por esta variante menos perigosa pode ser decisiva para preparar o sistema imunitário para as variantes que provocam doença mais séria, como é o caso da variante Delta, que apesar de já não ser predominante, continua a ser transmitida.

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