Jovem assassinado em Espanha tinha documentos portugueses falsos e era procurado por rapto e violação

3 ago, 13:01
Polícia Nacional

Homem foi morto na madrugada de domingo na sequência de um discussão sobre droga nos arredores de Valladolid

Um jovem que foi assassinado nos arredores de Valladolid no fim de semana - e que alegadamente teria nacionalidade portuguesa - estava afinal na posse de falsos documentos portugueses e há cerca de duas semanas que era procurado pelas autoridades espanholas por sequestrar e violar uma mulher.

Segundo a imprensa espanhola, o homem, de 27 anos, foi identificado como B.L.C e era natural de Valladolid. A identidade do jovem foi determinada após a autópsia, ainda que, logo após o tiroteio, que terá sido motivado por droga, várias testemunhas no local tenham garantido às autoridades que a vítima era espanhola, contrariando a documentação que o homem trazia com ele na altura em que foi assassinado, na madrugada de domingo. O suspeito do crime ainda não foi capturado. 

O Diario de Valladolid adianta ainda que a Polícia Nacional espanhola estava à procura deste jovem por ser suspeito de raptar e violar uma mulher ucraniana em Aranda de Duero, Burgos, há cerca de duas semanas.

A mulher tinha sido resgatada pelas autoridades de um apartamento no dia 17 de julho, revela o Diario de Burgos. Quando as autoridades entraram na habitação encontraram uma "relevante quantidade de droga". Tudo indica que o homem tenha mantido sequestrada a mulher, que se dedicava à prostituição, e que a tenha agredido e violado. Após resgatar a vítima, as autoridades espanholas emitiram então um mandado de detenção para o suspeito, que tinha antecedentes por vários delitos, refere a imprensa local.

A CNN Portugal pediu esclarecimentos à Polícia Judiciária sobre eventuais contactos das autoridades espanholas ou a abertura de uma investigação aos falsos documentos de identificação, mas até agora não obteve resposta.

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