Macron e Órban afirmam ser "parceiros leais" apesar das divergências políticas

Agência Lusa , DCT
13 dez 2021, 17:47
Primeiro-ministro húngaro, Viktor Órban, e o presidente francês, Emmanuel Macron
Primeiro-ministro húngaro, Viktor Órban, e o presidente francês, Emmanuel Macron

O primeiro-ministro húngaro sublinhou que a relação da Hungria com Macron é de “respeito"

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O Presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro húngaro, Viktor Órban, afirmaram esta segunda-feira, em Budapeste que, apesar das divergências em questões como Estado de direito ou migrações, França e Hungria são “parceiros leais” dentro da União Europeia (UE).

Existem pontos de desacordo, mas somos parceiros leais e apoiamos a UE", disse Macron aos jornalistas antes do encontro com o ultranacionalista Órban. 

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Macron, que chegou esta segunda-feira a Budapeste na última etapa de uma viagem preparatória para a presidência francesa da UE, que começa a 1 de janeiro de 2022, destacou a necessidade de diálogo e compromissos sobre questões como a liberdade de imprensa, direitos fundamentais e Estado de direito. 

“A situação do Estado de direito é uma questão central, a troca de ideias [com Órban] será interessante”, sublinhou, anunciando que ainda que espera que se fale de temas relacionados com a soberania energética da Europa, “começando pela via nuclear, digitalização e defesa das fronteiras externas da UE”, prioridades da presidência francesa da UE.

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“Procuramos formas de convergência sobre a questão da imigração”, acrescentou Macron, que lembrou que, no passado, houve conflitos entre os dois países sobre o tema. Porém, ressalvou, a situação atual nas fronteiras da Polónia “motiva uma ação conjunta”. 

Relação com Emmanuel Macron é de respeito

Aceitamos que somos adversários políticos, mas também parceiros europeus", sublinhou Órban, também antes do encontro, referindo-se ao que Macron disse na semana passada sobre a relação entre ambos.

O primeiro-ministro húngaro sublinhou que a relação da Hungria com Macron é de “respeito". 

“Em três pontos, certamente concordaremos: amamos a nossa pátria, queremos uma UE mais forte e acreditamos que a UE precisa de autonomia estratégica”, declarou.

A autonomia estratégica assenta numa forte indústria de defesa europeia e nas suas próprias capacidades de energia nuclear, bem como numa agricultura que satisfaça as necessidades da UE, acrescentou. 

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