O "dia lindo" da invasão ao Capitólio, a "história inventada" de abuso sexual e o fim da guerra "em 24 horas": a entrevista a Trump na CNN

CNN Portugal , com LUSA
11 mai 2023, 07:16

O ex-presidente dos EUA esteve num encontro com cidadãos, organizado pela CNN Internacional

O ex-presidente dos Estados Unidos recordou o dia 6 de janeiro de 2021, dia da invasão ao Capitólio, como "um dia lindo" e "incrível".

"Foi a maior multidão com quem já falei (...) eles estavam orgulhosos e tinham amor no seu coração", notou, num encontro com cidadãos, organizado pela CNN.

Trump admitiu mesmo que, caso tivesse sido eleito, concederia indulto presidencial a grande parte dos mais de 300 condenados por vários crimes nesse dia, incluindo agressão, destruição de propriedade ao governo ou sediação: "Estou inclinado a perdoar muitos deles."

Sobre a condenação por abuso sexual da jornalista E. Jean Caroll, o antigo chefe de Estado norte-americano reiterou que nem sequer conhece a alegada vítima, que o acusou de abuso sexual num vestiário de uma loja em Manhattan, garantindo que o julgamento foi comprado, sem elaborar a alegação.

"Juro pelos meus filhos que não faço ideia quem é essa mulher. É uma história falsa e inventada", disse o republicano, condenado a pagar uma indemnização de cinco milhões de dólares (cerca de 4,5 milhões de euros).

Trump chamou Caroll de louca enquanto da plateia se ouviam aplausos e gargalhadas.

Donald Trump respondeu a perguntas da jornalista Kaitlan Collins e de elementos da plateia sobre vários temas, nomeadamente a guerra na Ucrânia. Recusando-se a dizer se quer que a Ucrânia vença ou não a guerra, o ex-presidente norte-americano voltou a insistir que, se for reeleito, irá resolver esta questão "em 24 horas".

Questionado sobre como faria com que isso acontecesse, Trump indicou que iria reunir-se com Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, ambos com "pontos fracos e pontos fortes" e, consoante esse equilíbrio, "em 24 horas, a guerra chegaria ao fim".

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