César Boaventura detido, buscas no Benfica e Sporting

15 dez 2021, 15:16
César Boaventura: "O Cássio nunca disse que eu lhe ofereci dinheiro"
César Boaventura: "O Cássio nunca disse que eu lhe ofereci dinheiro"

Empresário está ligado a vários negócios de futebol. Há outros detidos. Movimentos financeiros de mais de 70 milhões de euros detetados num “intrincado esquema” criado por três suspeitos

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O empresário César Boaventura, ligado a vários negócios com o Benfica, foi detido pela Polícia Judiciária pela presumível prática dos crimes de fraude fiscal, burla qualificada, falsificação informática e branqueamento. No âmbito deste processo foram realizadas buscas ao Benfica e Sporting para recolha de informação sobre contratos de jogadores representados por César Boaventura.

A PJ chegou à SAD do Sporting às 09:00 e, segundo o mandado de busca a que a CNN Portugal teve acesso, pediu informações sobre contratos de atletas agenciados direta ou indiretamente por César Boaventura. No caso do Sporting, sabe a CNN Portugal, só foi encontrado o caso de um jovem jogador, da formação do clube, agenciado por César Boaventura.

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O Sporting já reagiu em comunicado: confirma as buscas mas deixa claro que não é o alvo. O Benfica, também em comunicado, confirma igualmente que "está a colaborar com as autoridades nas diligências realizadas ao longo do dia de hoje no âmbito de um processo que se encontra em segredo de justiça".

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No total, a operação da PJ, denominada "Malapata", acabou com a detenção de três pessoas. Além de César Boaventura, a CNN Portugal apurou que há um empresário do sector metalúrgico detido, também ele fortemente indiciado pelos referidos crimes.

Em comunicado, a Polícia Judiciária indica que fez 28 buscas domiciliárias e não domiciliárias nos concelhos de Barcelos, Braga, Esposende, Trofa, Vila Nova de Famalicão, Funchal, Benavente e Lisboa. Os suspeitos teriam, alegadamente, uma “atividade comercial fictícia” de sociedades geridas por eles próprios, “assim como de correspondentes contas bancárias tituladas por terceiros (pessoas individuais e coletivas), em território nacional e no estrangeiro”.

De acordo com a PJ, terão criado um “intrincado esquema de faturação/movimentação financeira” que “ofereciam tanto como veículo de branqueamento para terceiros, prestando assim esse serviço ilícito pelo qual seriam remunerados, como para ocultação dos proveitos gerados da própria atividade legítima dos próprios e de terceiros, nos setores indicados”.

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Esta investigação já identificou movimentos financeiros, “em diversas plataformas”, de mais de 70 milhões de euros. A avaliação, admite a PJ, ainda é "parcial".

“A vantagem patrimonial em sede fiscal, estimada associada ao principal visado atinge o montante de 1,5 milhões de euros, apenas com base em elementos já confirmados.”

Esta operação envolveu inspetores e peritos da Policia Judiciária, além de elementos da Autoridade Tributária. Foram ainda apreendidos documentos, assim como diversas viaturas automóveis e material informático.

Os detidos vão ser presentes à competente autoridade judiciária para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

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