Imagens de satélite mostram vários aviões de guerra da Rússia destruídos após explosões na Crimeia

11 ago, 19:11
Imagens da destruição na base aérea de Saki (Maxar/AP)

Comparação entre o antes e o depois das explosões permite perceber o alcance da destruição

Pelo menos sete aviões de guerra da Rússia ficaram destruídos na sequência das explosões que ocorreram numa base militar na Península da Crimeia, território ucraniano anexado por Moscovo em 2014.

Novas imagens de satélite publicadas pela empresa Maxar mostram a diferença entre o antes e o depois das explosões, não se sabendo ainda ao certo o que as provocou: a Ucrânia ainda não confirmou um ataque, ainda que se tenha referido por várias vezes ao caso com ironia; a Rússia fala em detonações acidentais.

Os aviões destruídos são bombardeiros Su-24 e caças Su-30, de acordo com o especialista Peter Layton, que falou à CNN Internacional, e que examinou os destroços visíveis na base aérea de Saki.

Outros dois aviões aparentam ter sido danificados, sendo que as forças ucranianas afirmaram que acrescentaram mais nove aeronaves da Rússia destruídas desde o início da guerra.

O Ministério da Defesa da Ucrânia disse que não conseguia confirmar a causa exata das explosões, que ocorreram a cerca de 225 quilómetros da linha da frente.

Nas imagens da Maxar também é visível que a vegetação em torno do local foi afetada, sendo possível perceber que há imagens em que as árvores que ali existiam foram destruídas.

O antigo piloto Peter Layton referiu à CNN que as imagens de satélite apontam para a existência de um ataque deliberado ao local, nomeadamente pela presença de três grandes crateras. A partir daí, explicou o especialista em aviação, a explosão poderá ter espoletado as detonações das munições ali presentes.

“Se uma bomba explode, pode enviar, a alta velocidade, fragmentos quentes para bombas adjacentes e detoná-las”, acrescentou.

As detonações também causaram danos numa cidade próxima, onde cerca de 60 edifícios foram afetados, com várias janelas destruídas, segundo a agência russa TASS. As imagens recolhidas por banhistas que estavam numa das praias da península mostraram uma grande coluna de fumo a sair da base aérea.

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