Se não travarmos o ritmo de transmissão da Ómicron corremos o risco de ter uma nova variante ainda mais grave, alerta OMS

CNN Portugal , BCE
12 jan, 22:59
Tedros Adhanom Ghebreyesus (OMS)

Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde lembra que mais de 90 países em todo o mundo ainda não atingiram a taxa de vacinação de 40% que ambicionava para o final de dezembro, 36 dos quais ainda estão no limiar dos 10%

A variante Ómicron do SARS-CoV-2 continua a ser "perigosa", sobretudo para os não vacinados, alertou esta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Embora a Ómicron provoque menos doença grave quando comparada com a Delta, continua a ser um vírus perigoso, particularmente para os não vacinados", afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa.

Assinalando que "a grande maioria" das pessoas hospitalizadas em todo o mundo devido à covid-19 não está vacinada, o diretor-geral da OMS deixou um alerta: se não se colocar um travão sobre este ritmo de transmissão do vírus, corremos o risco de enfrentar uma nova variante que pode ser ainda mais transmissível e mais grave do que a Ómicron.

O responsável lembrou ainda que mais de 90 países em todo o mundo ainda não atingiram a taxa de vacinação de 40% que ambicionava para o final de dezembro, 36 dos quais ainda estão no limiar dos 10%. E deu o exemplo de África, onde 85% da população ainda não recebeu sequer a primeira dose da vacina. "Não conseguimos pôr um fim a esta fase aguda da pandemia se não resolvermos esta lacuna", defendeu.

"Não devemos permitir que este vírus circule livremente ou erguer uma bandeira branca, especialmente quando ainda há tantas pessoas no mundo por vacinar", insistiu.

De acordo com a OMS, o número de mortes notificadas semanalmente manteve-se estável desde outubro, com uma média de 48 mil óbitos por semana. "Aprender a conviver com este vírus não significa que podemos, ou devemos, aceitar este número de mortes", afirmou o dirigente da OMS.

Esta quarta-feira a OMS revelou que as infeções aumentaram 55% em todo o mundo, com o registo de um recorde de 15 milhões de casos - um número que atribuiu à variante Ómicron, precisamente por ser mais contagiosa.

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