Ex-presidente da Coreia do Sul não vai ficar com os cães oferecidos por Kim Jong-un

8 nov, 09:04
Moon Jae-in com Gomi, um dos cães oferecidos pela Coreia do Norte, em 2018 (AP)

Os cães foram-lhe oferecidos quando ele ainda era presidente e são, oficialmente, propriedade do Estado. Moon Jae-in queria que o Ministério do Interior pagasse as despesas que ele tem com os cães, mas o novo presidente da Coreia do Sul não concorda

O ex-presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, revelou que vai devolver ao Estado os dois cães que lhe foram oferecidos pelo líder norte-coreano Kim Jong-un. Isto porque o antigo presidente não parece chegar a consenso com o governo sobre quem financiará os cuidados com os animais.

O líder norte-coreano deu os cães a Moon durante um encontro em 2018. 

Os cães brancos Pungsan - chamados Gomi e Songgang - são legalmente propriedade do Estado. No entanto, permaneceram sob os cuidados de Moon depois de ele ter deixado o cargo, em maio.

Numa medida sem precedentes, Moon Jae-in fez um acordo com o Ministério do Interior, que determinava que a alimentação e todas as despesas com os cuidados dos animais seriam assegurados pelo Orçamento do Estado. Segundo a BBC, isto custaria cerca de 2,5 milhões de won (1.800 euros por mês).

Mas agora o gabinete de Moon diz que o acordo se desfez devido à "oposição inexplicável" do gabinete do seu sucessor, o presidente Yoon Suk-yeol. "O gabinete presidencial parece não concordar em confiar a gestão dos cães ao ex-presidente Moon", disse o gabinete de Moon no Facebook.

O novo presidente já tem quatro cães e três gatos, informou a agência de notícias Yonhap em março.

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