Comandos acabam com o treino da desidratação

24 jun, 08:27
Militares

REVISTA DE IMPRENSA. Dados da NATO, citados pelo comandante do Batalhão de Formação do Regimento de Comandos, apontam que esta preparação causa “lesões irreversíveis”

Os comandos deixaram de treinar a sede dos instruendos, noticia o jornal Expresso esta sexta-feira. Esta preparação, conjugada com o calor, levou à morte de dois militares em 2016.

O treino de desidratação, que o semanário afirma ser uma “tradição dos comandos”, já não se realiza. “A sede não se treina”, afirma à publicação o tenente-coronel Ricardo Camilo, comandante do Batalhão de Formação do Regimento de Comandos.

“Dados estatísticos da NATO dizem que, de cada vez que treinamos a sede, estamos a criar lesões irreversíveis. Hoje sabemos isso”, completa.

Outras medidas para a mitigação dos riscos são a realização de quatro consultas ao longo das 14 semanas de duração do curso e a monitorização da cor da urina. Ainda assim, Ricardo Camilo garante que a dureza da prova se mantém.

“Não queremos desvirtuar a instrução, mas também não estamos agarrados ao passado”, garante. Por seu turno, o coronel Pereira Cancelinha salienta, em declarações ao mesmo jornal, que “não se podem repetir os mesmos erros”.

“O que fazíamos era disciplinar o consumo da água. Agora, a grande mudança é partilhar a responsabilidade com o instruendo, que tem de gerir a água e pedir para repor o stock”, afirma.

Em 2016, Dylan da Silva e Hugo Abreu, à data dos factos com 20 anos, morreram e outros instruendos sofreram lesões graves e tiveram de ser internados no decurso da “prova zero”.

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