Com medo de “transferir milhões de euros” para o comércio online, shoppings recusam fechar mais cedo para poupar energia

CNN Portugal , DCT
18 ago, 08:33
Centro Comercial

REVISTA DE IMPRENSA - A Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) quer apostar na produção da própria energia

A Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) não quer que os estabelecimentos reduzam o horário de funcionamento para poupar energia. Em causa, explica, está o receio de “transferir milhões de euros” para o comércio eletrónico, numa altura em que o setor ainda “recupera” dos efeitos da pandemia.

De acordo com a informação avançada esta quinta-feira no Jornal de Negócios, Rodrigo Moita de Deus diz que a APCC se compromete a “encontrar medidas que reduzam os consumos, sem reduzir a competitividade dos lojistas, especialmente face à concorrência online”, colocando em cima da mesa a produção própria de energia pelos edifícios, mas avisa que é necessário que “os consumidores estejam disponíveis para a nova realidade”, visto que uma das alternativas é poupar “na área da climatização”.

A APCC tem já um grupo de trabalho para encontrar medidas “eficientes e competitivas” junto do governo.

Na semana passada, entrou em vigor o plano do Governo espanhol para combater a crise energética e que passa por desligar as luzes a partir das dez da noite das montras das lojas e dos edifícios públicos. Até novembro do próximo ano, as lojas passam também a ter regras para o ar condicionado.

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