Urgência de obstetrícia em Abrantes regressou à normalidade

Agência Lusa , CV
30 ago, 14:35
Verão de caos nas urgências: dois bebés e uma grávida morrem em apenas três meses

Na reabertura, esta terça-feira de manhã, foi realizado um parto

A Urgência de Ginecologia e Obstetrícia (UGO) do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), localizada na Unidade de Abrantes (distrito de Santarém), regressou à normalidade às 09:00 desta terça-feira, informou a instituição.

O Serviço de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia do CHMT, e respetivo bloco de partos, esteve em contingência entre as 09:00 de domingo e as 09:00 de hoje, período durante o qual não recebeu doentes urgentes transportadas por ambulância.

Fonte do CHMT disse à Lusa que nas últimas 24 horas deste período não houve transferências para outras unidades hospitalares e que, na reabertura, esta terça-feira de manhã, foi realizado um parto.

A fonte adiantou que, desde julho, em situação de contingência da UGO, as grávidas e utentes com patologia ginecológica urgente são transferidas para outras unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) da região, "num quadro de articulação e funcionamento em rede”, que envolve o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

O CHMT tem um protocolo de cooperação com o Hospital Distrital de Santarém, que prevê a articulação de serviços entre estruturas hospitalares em contingência, e estabeleceu, no início de agosto, um protocolo fora da esfera da ARSLVT, com o Hospital de Leiria, para minorar o impacto dos períodos de contingência da sua urgência de Ginecologia-Obstetrícia, acrescentou. 

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 266 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, a par da Golegã, da Lezíria do Tejo, também do distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

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