Caso EDP: julgamento de Manuel Pinho e Ricardo Salgado adiado devido à greve

6 out, 09:53
Ricardo Salgado e Manuel Pinho (GettyImages)

Paralisação da Administração Pública voltou a adiar julgamento de Salgado e do antigo ministro da Economia

O julgamento de Manuel Pinho e Ricardo Salgado, no caso EDP, foi adiado esta sexta-feira devido à greve da Administração Pública.

O julgamento, que tem como arguidos o antigo presidente do BES, Ricardo Salgado, e o ex-ministro da Economia, Manuel Pinho e a mulher, Alexandra Pinho, já tinha sido adiado devido à greve dos funcionários judiciais, voltando agora a ser adiado devido à paralisação da Administração Pública. 

Os três arguidos iam responder pelos crimes de corrupção e branqueamento de capitais. 

Sabia-se que Ricardo Salgado não marcaria presença no julgamento devido a doença, à semelhança do que acontece nos restantes processos nos quais está envolvido. 

Manuel Pinho, antigo ministro da Economia (entre 2005 e 2009), em prisão domiciliária desde dezembro de 2021, é acusado de um crime de corrupção passiva para ato ilícito, outro de corrupção passiva, um crime de branqueamento de capitais e um crime de fraude fiscal.

A mulher, Alexandra Pinho, será julgada por um crime de branqueamento e outro por fraude fiscal, em coautoria material com o marido, enquanto Ricardo Salgado vai a julgamento por um crime de corrupção ativa para ato ilícito, um crime de corrupção ativa e outro de branqueamento de capitais.

Ricardo Salgado foi submetido, em 28 de setembro, a um exame neurológico no Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) de Coimbra, que foi pedido pelos advogados do antigo presidente do BES em vários processos nos últimos dois anos, para avaliar o impacto no julgamento do diagnóstico de doença de Alzheimer que lhe foi atribuído, mas só tem valor de perícia no processo EDP.

Inicialmente ligada à gestão da empresa elétrica e a alegados favores, a investigação do processo EDP arrancou em 2012 por suspeitas de corrupção e participação económica em negócio por parte dos antigos administradores António Mexia e Manso Neto para a manutenção do contrato das rendas excessivas, no qual, segundo o MP, teriam corrompido o ex-ministro Manuel Pinho.

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