Mais de 70 concelhos de 11 distritos em perigo máximo de incêndio

Agência Lusa , CV
8 jul, 08:28
Bombeiros combatem incêndio na Guarda (Miguel Pereira da Silva/Lusa)

Também o Ministério da Administração Interna decretou a situação de alerta devido ao “significativo aumento do risco de incêndio rural”

Mais de 70 concelhos dos distritos de Faro, Santarém, Leiria, Coimbra, Viseu, Castelo Branco, Portalegre, Guarda, Vila Real, Bragança e Faro apresentam esta sexta-feira um perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA colocou também vários concelhos de todos os distritos de Portugal continental em perigo muito elevado e elevado de incêndio rural.

De acordo com a previsão do IPMA, o perigo de incêndio vai agravar em algumas regiões do continente pelo menos até terça-feira.

O perigo de incêndio, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Nos próximos dias, Portugal continental irá enfrentar uma situação de tempo quente persistente, que deverá dar origem a uma onda de calor em muitas áreas do território.

A previsão aponta para uma subida dos valores de temperatura, em especial da máxima, esperando-se valores acima de 35 graus Celsius na generalidade do território, podendo atingir valores superiores a 40 graus no interior, em especial na região sul e nos vales do Tejo e Douro.

Face às previsões meteorológicas, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil colocou seis distritos de Portugal continental em alerta laranja, o segundo mais elevado, a partir de hoje devido ao risco elevado de incêndio florestal.

Segundo a ANEPC, Viseu, Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco e Santarém são os seis distritos em alerta laranja, enquanto os restantes 12 vão estar em alerta amarelo, o terceiro mais elevado.

Na quinta-feira, o Ministério da Administração Interna (MAI) decretou a situação de alerta devido ao “significativo aumento do risco de incêndio rural”. O alerta começou às 00:00 de sexta-feira e vai vigorar até 15 de julho.

“Face às previsões meteorológicas para os próximos dias, que apontam para um significativo agravamento do risco de incêndio rural, os ministros da Defesa Nacional, da Administração Interna, da Saúde, do Ambiente e Ação Climática e da Agricultura e da Alimentação determinaram hoje a declaração da situação de alerta em todo o território do continente”, referia um comunicado do Ministério da Administração Interna (MAI).

O MAI avançava que a declaração surge na sequência da elevação do Estado de Alerta Especial do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS), para o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), em todos os distritos do território continental.

Relacionados

País

Mais País

Patrocinados