Treinador diz, no entanto, que é preciso mais tempo para trabalhar, embora o norueguês faça essa posição às vezes na Noruega
Marco Silva, treinador do Benfica, em declarações aos jornalistas após o jogo com o Lech Poznan para a Liga Europa:
Schjelderup à direita depois da entrada de Prestianni. É uma situação que pode repetir-se?
«Temos vindo a falar disso e é algo em que temos vindo a pensar. A concorrência é grande à esquerda e à direita. Sabemos onde é que o Prestianni tem estado a render de uma forma extraordinária. Hoje, em pouco tempo demonstrou mais uma vez aquilo de que é capaz e todo o seu potencial. O que dá à equipa, a agressividade que mete com bola e mesmo sem bola. E decide cada vez melhor, não só na finalização, mas também no passe. O plano de jogo passava também pelo nosso ala esquerdo acompanhar o lateral até ao fim se fosse preciso. O Andreas [Schjelderup] fez isso e o Prestianni também. É importante perceber que um jogador que está no momento em que ele está, dá também isso à equipa e está completamente aberto a fazer o que tem de fazer.
Se pode jogar um à esquerda e outro à direita? Claro que sim. Precisamos de mais tempo para trabalhar. Para o Andreas não é novo. Vocês viram-no há pouco tempo a fazer isso na sua seleção.»
Sobre o momento do polaco Kaminski
«Ele chegou numa altura importante da pré-temporada em que estávamos a começar a preparar jogos muito importantes para a equipa. Ele não estava a fazer pré-temporada onde estava e acabámos por ter de colocá-lo nos últimos jogos de pré-temporada para estar disponível e tentar que estivesse perto do seu melhor para os primeiros jogos. E começou a época a titular. A concorrência é grande e outros jogadores agarraram o lugar de uma forma em que é difícil para a concorrência conseguir batê-los. Depois, é uma concorrência pelo lugar que queremos. Temos quatro/cinco alas de qualidade, todos eles diferentes. (…) Ele teve oportunidade em alguns momentos. Um bom exemplo foi o jogo da Liga Europa com o Milan em que foi titular com uma função muito específica. Teve um jogo muito bom e foi decisivo, com uma assistência e um golo. Isso deu-lhe confiança.
Infelizmente para ele, quando foi à seleção uma semana depois, teve uma lesão que quebrou um pouco aquele momento ascendente em que ele estava, até em termos de confiança. (…) Mas sentimos que está novamente com a confiança ao mesmo nível e agora é mostrar que pode ser opção e que tem a qualidade que sabemos que tem.»