Rui Costa: «Houve desavença com Jesus e jogadores ficaram do lado de Pizzi»

12 jan, 22:52

Presidente do Benfica em entrevista

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O presidente do Benfica, Rui Costa, passou os temas da atualidade do clube em entrevista à BTV. No canal dos encarnados, o dirigente falou sobre a saída de Jorge Jesus do comando técnico e explicou a opção por Nélson Veríssimo, convencido que está que o atual treinador não ficará apenas seis meses no cargo.

Numa longa explicação sobre o que levou à rescisão com Jesus, Rui Costa começou por garantir que o técnico «não foi despedido pelos jogadores», apesar de, à frente, ter admitido um desentendimento com Pizzi que viria a envolver todo o plantel.

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«Jorge Jesus, como homem do futebol e após o episódio que irei explicar, eu e ele chegámos à conclusão de que as coisas iam ser difíceis para nós. O mês de dezembro é penoso. Tivemos três derrotas pesadíssimas com os rivais. O que chocou mais não foram as derrotas em si, mas o modo como perdemos, uma delas em casa. A derrota com o Sporting criou um ambiente que não era favorável», começou por dizer o dirigente. 

«Com a história do Flamengo e com um treinador que também é mediático, e aí por mérito dele, fez com que o ambiente à volta da equipa e treinador tivesse ficado bastante pesado. Acabou por finalizar naquele episódio com a equipa toda. Eu se calhar devia ter explicado e falado nessa altura. Explico agora por que é que não o fiz. Foi para não criar mais atrito e deixar a equipa o mais tranquila possível. Não queria tirar o foco ao novo treinador. Não foram os jogadores que despediram o treinador, foi uma sequência de episódios», disse Rui Costa.

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Questionado sobre um alegado episódio entre Pizzi e Jesus, o líder dos encarnados confirmou-o.

«É verdade algumas coisas ditas na comunicação social, outras empoladas. Houve uma desavença entre jogador e treinador, que se deram sempre bem. Não há grupo nenhum, há um grupo de 27 jogadores que luta por um objetivo. Criam-se mitos, o Pizzi merece o nosso respeito. Houve um desentendimento no qual a equipa manifestou apoio a Pizzi e quando se diz que interpelei a favor de Pizzi, quem diz isto não conhece Jorge Jesus. Não me conhece a mim, mas não conhece Jorge Jesus. Houve jogadores que foram afastados no planeamento da época e se Jesus tivesse decidido assim, eu não me punha na posição de ir contra o treinador. Após o incidente, o que fiz foi em coordenação com Jorge Jesus. Jesus não o excluiu até final da época. Eu estava no Seixal e nesse preciso momento decidimos acabar a história. O que depois leva Jesus e a mim a pensar não é a questão Pizzi. Essa é resolvida entre conversa com treinador e jogador. O que pesa é que os jogadores ficaram do lado de lá e não do lado de cá. O incidente acontece numa altura em que Jesus não estava no balneário. Esse mal-estar dele foi após perceber que  equipa não ficou do lado dele. Este episódio vem na sequência de outros.»

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Ora, antes deste caso no seio do grupo encarnado, Jorge Jesus recebeu em casa dirigentes do Flamengo, clube que queria contratar o técnico de volta.

«Uma das preocupações que tínhamos era o massacre do "Jesus vai para o Flamengo". As pessoas estavam cá. Não é preciso ter autorizações. Eu falava com Jesus todos os dias, discutíamos muito o tema ao ponto de perguntar-lhe qual era o interesse dele. A vontade de Jesus era de continuar até final do contrato. Isso foi-me dito por Jesus. A famosa autorização foi, "então faz-me um favor e diz-lhes que não"», contou Rui Costa. 

«A razão de falar diretamente com o próprio clube era libertá-lo desse peso e esse compromisso foi cumprido à regra. Tanto assim é que João de Deus disse tal e qual o que disse. Esse compromisso foi feito entre os dois e respeitado pelos dois. Tanto assim é que quando Jesus é despedido, o Flamengo já tem outro treinador. O nosso abraço é genuíno», acrescentou o presidente das águias, em referência ao momento final da conferência em que foi anunciada a rescisão com Jorge Jesus.

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«Estou convencido que Veríssimo não será para seis meses»

Rui Costa foi questionado sobre mais dois nomes. O diretor-geral Rui Pedro Braz e Nélson Veríssimo. Sobre o primeiro frisou o facto de ser «um benfiquista ferrenho» e elogiou-lhe o trabalho:  «O Rui teve um papel importante no mercado de transferências do clube, tem-se empenhado ao máximo e tem todas as condições para ser um extraordinário diretor.»

Por fim, o presidente das águias justificou a escolha por Nélson Veríssimo

«É um homem da casa. Era preciso dar um choque no paradigma. O trabalho na equipa B é demonstrativo da qualidade dele. É um benfiquista ferrenho, com ambição enorme, conhecia o plantel, era mudança, mas com conhecimento e acredito nas capacidades dele. Sei o que sofre pelo clube. Vai ser mais um que ao mínimo resultado que não seja positivo vai sofrer a dobrar. Tem feito trabalho fantástico na formação. Estou convencido que Veríssimo não será para seis meses, mas vamos ser cautos, tanto eu como o Nélson», rematou.

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