«Jesus dificilmente voltará à Liga, mas tem mercado em todo o mundo»

21 jan, 17:04
«Tinha ideia de falar sem segredos, neste regresso, mas em Portugal não se pode dizer nada», Jorge Jesus, 12 de janeiro

Presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol elogia o antigo técnico do Benfica

José Pereira, presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), acredita que Jorge Jesus «dificilmente voltará ao campeonato português» no curto prazo, uma vez que tem «mercado em qualquer parte do mundo».

Em Leiria, onde apresentou o Fórum Nacional de Treinadores de Futebol agendado para os dias 21 e 22 de março, José Pereira afirmou, citado pela agência Lusa que o antigo treinador do Benfica «há de trabalhar mais em Portugal e por esse mundo fora», mas é pouco provável que regresse ao futebol português no curto prazo.

«Jorge Jesus é um treinador com mercado em qualquer parte do mundo e, por isso, pode optar por trabalhar no estrangeiro e, se assim o fizer, dificilmente voltará [no curto prazo] ao campeonato português», afirmou o presidente da ANTF.

Ficará assim, para já, mais complicado para Jorge Jesus, de 67 anos, bater o recorde de jogos realizados no principal campeonato português de futebol.

Fernando Vaz (1918-1986), que orientou várias equipas nacionais nas décadas de 50, 60 e 70 do século passado - como o Sporting, FC Porto, Belenenses, CUF, Vitória de Setúbal, Marítimo ou Académica -, detém o recorde, com 626 jogos e Jorge Jesus está perto, com 603. Entre ambos surge Manuel de Oliveira, que orientou 617 partidas.

José Pereira acredita no regresso de Jesus a Portugal, mas o momento «depende da carreira que ele provavelmente abraçará, ou não, no estrangeiro».

O facto de o ex-técnico do Benfica ameaçar o recorde antigo de Fernando Vaz é encarado pelo presidente da ANTF como «sinal de uma alteração», ainda que ténue, da mentalidade dos dirigentes nacionais:

«Há muitos anos que não tínhamos um treinador com tantos jogos nos campeonatos portugueses. Isto também reflete alguma mudança relativamente às ‘chicotadas psicológicas’. Mas não chega para esbater a falta de cuidado que existe nas restantes equipas e nos dirigentes», concluiu José Pereira.

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