Polícia pede ajuda para identificar suspeito do homicídio de casal multimilionário em Toronto

15 dez 2021, 12:57
Honey e Barry Sherman
Honey e Barry Sherman

Barry e Honey Sherman foram encontrados mortos por estrangulamento na sua residência há quatro anos. Polícia veio agora pedir ajuda para identificar suspeito do crime

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É um dos casos de polícia mais mediáticos do Canadá: no dia 15 de dezembro de 2017, Barry Sherman, de 75 anos, e Honey Sherman, de 70, foram encontrados mortos junto à piscina na cave da sua residência em Toronto. A autópsia determinou que o casal de multimilionários morreu por estrangulamento mas, quatro anos depois, foi identificada apenas uma "pessoa de interesse" na investigação, em novembro de 2020. 

As autoridades não revelaram a identidade desta pessoa de interesse nem quaisquer outros desenvolvimentos sobre o crime. Só agora a polícia canadiana divulgou imagens de um suspeito dos homicídios, que foram captadas por uma câmara de segurança próxima da residência das vítimas, na noite de 13 de dezembro de 2017, durante o período em que terão ocorrido as mortes. Os corpos dos Sherman só foram descobertos dois dias depois dos óbitos, por um agente imobiliário que mostrava a casa a clientes. 

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Citado pela estação canadiana CTV News, o detetive Brandon Price revelou que a polícia passou a pente fino horas de imagens de câmaras de segurança recolhidas próximas do local dos homicídios, tendo ficado apenas com "um indivíduo" por identificar. 

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"Não fomos capazes de determinar qual era o objetivo deste indivíduo na vizinhança. As suas ações são altamente suspeitas", afirmou Price. 

A polícia decidiu assim divulgar imagens do suspeito, para que a sua forma de caminhar possa constituir uma pista na sua identificação. Estima-se que a pessoa tenha entre 1,67cm e 1,75cm de altura, mas desconhece-se o seu género, peso ou cor de pele. 

"Se se reconhecer neste vídeo, por favor, dê-se a conhecer para que possa ser excluído da nossa investigação", pediu também o detetive, que garante que as autoridades admitem que a pessoa nas imagens possa ter um motivo legítimo para estar naquele local àquela hora. 

Família criticou investigação

A família Sherman tem sido crítica da investigação policial aos homicídios. Em 2018, ofereceu mesmo uma recompensa de 10 milhões de dólares canadianos - quase sete milhões de euros - a quem tivesse informações que pudessem ajudar a desvendar o mistério e contratou uma equipa de investigadores privados alegando que a polícia não tinha recolhido de imediato as impressões digitais dos funcionários que trabalhavam em casa do casal e que tinha ignorado sinais de entrada forçada na residência, que estava à venda.

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A casa onde foram mortos Barry e Honey Sherman

Inicialmente, as autoridades consideraram que se tratava de um homicídio seguido de suicídio, tendo depois concluído com o decorrer da investigação que era um duplo homicídio.

O detetive Brandon Price disse na terça-feira que a polícia falou com cerca de 250 testemunhas, recebeu mais de 1000 pistas e levou a cabo 992 "ações de investigação" no âmbito dos homicídios, garantindo o empenho das autoridades para encerrar o caso e tranquilizar a "família, amigos e comunidade" dos Sherman.

Barry Sherman era o fundador da Apotex, a maior farmacêutica de medicamentos genéricos do Canadá. Tanto Barry Sherman como a Apotex tinham estado envolvidos, nos últimos anos de vida do multimilionário, em litígios judiciais com familiares e outras farmacêuticas.

A fortuna de Barry Sherman era considerada uma das maiores do Canadá e, segundo um dos filhos do casal, tanto o pai como a mãe tinham feito "inimigos" ao longo da vida. 

No passado mês de junho, o tribunal divulgou o testamento de Barry Sherman, mostrando que o documento tinha sido significativamente alterado nos nove meses anteriores à sua morte. Sherman tinha decidido que os bens que detinha fora do negócio principal fossem divididos de forma igual pelos quatro filhos.

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