Deutsche Bank tomba 12% em bolsa e renova preocupação com o sector financeiro

ECO - Parceiro CNN Portugal , Joana Abrantes Gomes
24 mar 2023, 11:39
Deutsche Bank

As preocupações em torno da estabilidade da banca europeia continuam, agora com uma queda nas ações do Deutsche Bank, na sequência de um pico nos "credit default swaps"

As ações do Deutsche Bank estão a cair 12% pelas 13h20 desta sexta-feira, sendo que pelas 12h54 de Frankfurt, as ações do banco alemão chegaram a cair até 14%, anulando os ganhos dos últimos seis meses, avança a Bloomberg. Durante a manhã desta sexta-feira as ações do Deutsche Bank caíram 12,35% depois de os credit default swaps (CDS) da dívida sénior do banco alemão terem atingido máximos de 2018.

É o terceiro dia consecutivo em que as ações do Deutsche Bank estão em queda, tendo perdido já mais de um quinto do seu valor este mês. Os CDS — produto financeiro que funciona como contrato de seguro que protege o investidor contra o incumprimento do emitente — saltaram para 173 pontos base na noite de quinta-feira, quando no dia anterior estavam em 142 pontos base.

Além disso, uma linha de obrigações subordinadas Tier 2 do banco alemão, com maturidade até 2028, atingiu o preço original colocado pelo emitente, depois de o banco ter anunciado que irá reembolsar a dívida mais cedo.

Outros bancos com elevada exposição ao crédito a empresas também estão a desvalorizar em bolsa, como o Commerzbank, que cede 8,29%, e a Société Générale de França, que recua 7,43%.

O colapso do Silicon Valley Bank e o resgate do Credit Suisse no fim de semana passado agitou os mercados e levantou questões sobre a estabilidade do sector financeiro, numa altura em que os bancos centrais aumentam as taxas de juro e a inflação é elevada.

Na quinta-feira, a agência Moody’s escreveu, numa nota de análise, que está confiante de que as autoridades “irão ser bem-sucedidas, de um modo geral”, na contenção da turbulência que desde há algumas semanas assola a banca europeia e norte-americana.

“Porém, num enquadramento económico incerto e com a confiança dos investidores a manter-se frágil, existe um risco de que as autoridades não sejam capazes de dominar a instabilidade atual sem que se produzam repercussões duradouras e potencialmente graves – no sector bancário e não só“, alertou a agência de rating.

Nota: Foi acrescentada informação adicional no primeiro parágrafo de modo a refletir a evolução da cotação.

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