Apple cede a Bruxelas e permite alternativas à App Store no iPhone

26 jan, 08:06
Apple e Tim Cook (imagem Getty)

Para cumprir regras europeias, a Apple decidiu permitir que os utilizadores na União Europeia (UE) instalem lojas alternativas de aplicações ou usem outros serviços de pagamentos

A Apple revelou esta quinta-feira um plano abrangente para derrubar algumas barreiras que construiu em torno do iPhone, de forma a cumprir as regulamentações europeias e permitir aos consumidores utilizar lojas de aplicações alternativas.

Esta reforma, prevista para entrar em vigor no início de março, incluirá concessões que a Apple tinha anteriormente recusado a fazer na sua loja de aplicações, a App Store, incluindo a redução das taxas que cobra aos desenvolvedores na Europa, noticiou a AP.

A Apple irá também permitir, pela primeira vez, que os utilizadores de iPhone na Europa passem a usar lojas de aplicações diferentes daquela operada pela empresa e que vem instalada no dispositivo móvel.

Também permitirá que os desenvolvedores ofereçam sistemas de pagamento alternativos que poderão ajudá-los a ganhar mais dinheiro e, ao mesmo tempo, reduzir potencialmente os seus preços.

Mas a Apple alertou que “abrir” o iPhone para lá do seu sistema também aumentará as hipóteses dos consumidores ficarem expostos a hackers e outros problemas de segurança.

A empresa sediada na Califórnia realçou que considera estar a dar um passo arriscado apenas para cumprir as regras europeias que entram em vigor a 7 de março.

Apple reduz comissão na Europa, com condições

As alterações também incluirão a redução da comissão de 15% a 30% que a Apple planeia continuar a cobrar no resto do mundo sobre as transações na sua loja concluídas no iPhone. Na Europa, a Apple irá reduzir a sua comissão sobre transações através da App Store para 10% a 17% para desenvolvedores que optam por permanecer no sistema de processamento de pagamentos da empresa.

A Apple não cobrará nenhuma comissão sobre transações na sua loja concluídas através de sistemas de pagamento alternativos.

Esta posição contrasta fortemente com a forma como a Apple está a cumprir uma decisão judicial que entrou em vigor na semana passada, que exige que permita que aplicações do iPhone forneçam links para diferentes opções de pagamento nos EUA.

Nos EUA, a empresa planeia cobrar comissões de 12% a 27% para evitar o aproveitamento do software do iPhone. A Apple continuará a cobrar de 15% a 30% nas transações de aplicações feitas através do seu meio de seu sistema de pagamento nos EUA.

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