"Estava cheio de sono". Costa pede desculpa por "aparte irritado" dirigido a Moedas

16 dez 2022, 18:02

O primeiro-ministro destaca ainda que a expressão "queques ridículos" que utilizou para se referir à Iniciativa Liberal não passou de uma "expressão coloquial" e foi até "um certo elogio" dirigido ao presidente do partido, Cotrim de Figueiredo

O primeiro-ministro, António Costa, fez esta sexta-feira um pedido de desculpas pelo "aparte irritado" que dirigiu esta quinta-feira a Carlos Moedas no final da conferência de imprensa do Conselho Europeu.

"Ontem [quinta-feira] à noite, depois de mais de 14 horas de reunião, estava cheio de sono e fiz um aparte irritado. Não o deveria ter feito e peço desculpa", reconheceu Costa aos jornalistas.

O chefe do executivo referia-se à resposta que dirigiu aos jornalistas que o questionaram na quinta-feira sobre a falta de um contacto com Moedas durante as cheias de Lisboa. "Pergunte-lhe porque é que ele não me contactou a mim, que tive a casa inundada", respondeu o primeiro-ministro, na altura.

Questionado agora sobre se pondera retratar-se perante o próprio presidente da Câmara de Lisboa, Costa respondeu apenas que o autarca "já disse que o assunto estava encerrado".

António Costa adiantou ainda que não está a equacionar visitar as zonas mais afetadas pelas cheias, contando para isso com os seus ministros, e garante que "o Governo tem estado em contacto permanente com os autarcas" para fazer o levantamento dos prejuízos.

"Não tenho o dom da ubiquidade e, portanto, tenho de me dividir onde é que devo estar em cada momento, e, felizmente, conto com um Governo que é toda uma equipa e trabalhamos todos em conjunto", sustentou.

A resposta aos liberais: "Foi um elogio"

O primeiro-ministro desvalorizou a forma como se referiu à Iniciativa Liberal (IL), numa entrevista à revista Visão. "Quando tentam guinchar, os queques ficam ridículos." Foram estas as palavras de Costa que motivaram críticas por parte dos candidatos à liderança da IL, mas que, para o próprio primeiro-ministro, não passaram de uma "expressão coloquial".

"O debate político vive de um lado e do outro. A ideia que os primeiros-ministros são uma espécie de bonecos de feira a quem se atiram bolas e que têm de apanhar e engolir... a vida não é assim", apontou.

António Costa encerrou o assunto destacando que aquela expressão "foi, aliás, um certo elogio ao Dr. Cotrim de Figueiredo", o presidente do partido liberal.

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