Mais de 600 portuguesas foram abortar a Espanha no ano passado

5 mai, 07:24
Coronavírus

REVISTA DE IMPRENSA. Prazo mais alargado e possibilidade em escolher o método como terminar a gravidez levam a que as mulheres percorram centenas de quilómetros até às clínicas perto da fronteira

Em 2021, mais de 600 mulheres passaram a fronteira para irem abortar a Espanha, sendo as clínicas mais procuradas as de Vigo e Badajoz, avança o Jornal de Notícias desta quinta-feira.

De acordo com o jornal, uma das principais razões para estas deslocações está relacionadas com o prazo legal para a interrupção voluntária da gravidez ser mais alargado em Espanha do que em Portugal. Segundo a lei portuguesa, que permite o aborto desde 2007, este só pode ser realizado até às 10 semanas de gestação. Em Espanha a mulher pode decidir terminar a gravidez até às 14 semanas.

De acordo com a presidente da Associação de Clínicas Acreditada para a Interrupção Voluntária da Gravidez, Rita Garcia, 545 mulheres portuguesas terão recorrido a clínicas próximas da fronteira. O JN avança ainda que uma clínica em Vigo recebeu 92 mulheres, o que eleva para 637 o número de mulheres a passar a fronteira.

A responsável explica ainda que a interrupção da gravidez em Espanha tem um custo, depende se a mulher opta pelo método medicamentoso (300 euros) ou pelo método cirúrgico (500 euros), para além das despesas de deslocação até à clínica. 

Segundo o JN, a maioria das mulheres recorre ao país vizinho por poderem escolher o método e porque em algumas regiões de Portugal ainda existem alguns obstáculos no acesso ao aborto.

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