50 anos do 25 de abril: Guterres pede "justiça" ao papel dos movimentos de libertação africanos

24 abr, 13:43

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU) pediu esta terça-feira que seja reconhecido o papel dos movimentos de libertação africanos para o estabelecimento da democracia em Portugal

O secretário-geral da ONU participou esta terça-feira num debate televisivo organizado pela ONU News sobre os 50 anos da Revolução dos Cravos na sede da ONU em Nova Iorque. O encontro contou com a presença dos embaixadores permanentes na ONU de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e Timor-Leste. Perante os embaixadores, António Guterres defendeu que "não teria havido 25 de abril sem a luta dos movimentos de libertação africanos". O secretário-geral da ONU defende que é “necessário fazer justiça” ao papel da luta contra o colonialismo português para o 25 de abril. 

"A verdade é que não teria havido 25 de abril sem o que foi a luta dos movimentos de libertação africanos" afirmou o líder das Nações Unidas, acrescentando que existe "uma interpenetração profunda" entre a luta contra a ditadura em Portugal e os movimentos de libertação contra o colonialismo português.

O secretário-geral da ONU considera que a Revolução dos Cravos pecou por tardia, sobretudo devido ao efeito do legado do colonialismo e as consequências trágicas para os países colonizados.

"A ideia de que era possível manter um império colonial, no século 20, como Salazar pensava, era não só profundamente inaceitável do ponto de vista político e moral, mas era uma ideia absurda, porque era evidente que um país pobre, pequeno como Portugal não tinha condições para o fazer", afirmou.

António Guterres concluiu afirmando que “estamos do lado certo da história libertando um país da ditadura, e estamos do lado certo da história restabelecendo justiça nas relações internacionais, depois de um passado colonial que é inaceitável".

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