Mistério na fronteira: uma pessoa passou da Coreia do Sul para a Coreia do Norte

3 jan, 10:37
Zona Desmilitarizada que separa a Coreia do Norte da Coreia do Sul
Zona Desmilitarizada que separa a Coreia do Norte da Coreia do Sul

Os equipamentos de vigilância sul-coreanos detetaram uma pessoa, ainda não formalmente identificada, a passar para o território norte-coreano na parte leste da fronteira com a Coreia do Sul

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Uma pessoa cruzou a fronteira da Coreia do Sul para a Coreia do Norte na noite de sábado, 31 de dezembro. O alerta foi dado pelas autoridades sul-coreanas, que não identificaram formalmente a pessoa em causa, mas suspeitam que seja um desertor que tinha já passado pela mesma fronteira rumo à Coreia do Sul em 2020.

De acordo com a Associated Press, o alerta foi dado depois de os equipamentos de vigilância sul-coreanos terem detetado uma pessoa não identificada a rastejar por baixo de uma cerca de arame farpado, na parte ocidental da Zona Desmilitarizada, que separa os dois países.

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O Ministério da Defesa sul-coreano admite que se pode tratar de um ex-cidadão norte-coreano que foi capturado no sul da fronteira em novembro de 2020 e que, à data, se identificou como um ex-ginasta.

O mesmo ministério não confirmou, porém, as notícias avançadas pela imprensa sul-coreana que deram conta de que esse mesmo cidadão estaria a passar por dificuldades financeiras, mas rejeitou a hipótese de que o homem estivesse envolvido em espionagem ou qualquer outra atividade suspeita no país.

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O paradeiro da pessoa que cruzou a fronteira encontra-se, para já, desconhecido, mas a Coreia do Sul pediu à Coreia do Norte que garantisse a segurança da pessoa por meio de um canal de comunicação de linha direta militar. A Coreia do Norte respondeu que recebeu as mensagens sul-coreanas, mas não deu detalhes sobre o cruzamento da fronteira, de acordo com o Ministério da Defesa sul-coreano, adianta a mesma agência noticiosa.

Segundo os dados do governo sul-coreano, cerca de 34 mil norte-coreanos fugiram para a Coreia do Sul por motivos económicos e políticos desde o final dos anos 1990. Mas somente cerca de 30 voltaram para o seu país na última década.

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