Covid-19: até janeiro 2,5 milhões de pessoas vão levar a dose de reforço

24 nov, 16:51

Pessoas com mais de 50 anos que receberam vacina da Janssen vão ser vacinadas nos dias 5, 8, 12 e 19 de dezembro

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Até janeiro, haverá 2,5 milhões de portugueses com a dose de reforço da vacinação contra a covid-19.

Esse é o objetivo anunciado pelo secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, esta quarta-feira em conferência de imprensa, que explicou ainda que o plano de vacinação está a ser revisto para abranger mais do que as 1,5 milhões de pessoas inicialmente previstas nesta primeira fase.

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Para isso, nos dias 5, 8, 12 e 19 de dezembro (domingos e feriados) os centros de vacinação vão estar abertos para vacinar a população com mais 50 anos a quem foi administrada a vacina da Janssen. "Estão 250 mil pessoas nestas circunstâncias", disse. Os restantes serão agendados gradualmente, consoante a faixa etária.

850 mil pessoas já receberam a dose de reforço

Neste momento, mais de 850 mil pessoas já receberam a dose de reforço contra a covid-19 em Portugal e 1,6 milhões foram vacinadas contra a gripe.

Lacerda Sales garantiu que ontem foram vacinadas mais de 50 mil pessoas com a terceira dose. No total, ontem foram foram feitas 90 mil inoculações, disse.

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A redução do intervalo entre doses de seis para cinco meses e a entrada de pessoas que receberam a vacina da Janssen fez com que o “universo” de pessoas elegíveis para a dose de reforço tenha sido alargado. 

"O plano de vacinação está a ser revisto", disse Lacerda Sales. Irão ser reativadas "muitas das infraestruturas" de vacinação que já estiveram em funcionamento. Haverá um "reforço de trabalho" em estreita parceria com as autarquias e setor social.

O secretário de Estado da Saúde garantiu também que não haverá falta de recursos humanos para esta nova fase da vacinação.

Os responsáveis estão consicentes de que com o aproximar do Natal há maior pressão sobre a vacinação. O Coordenador do Núcleo de Coordenação do Plano de vacinação contra a Covid-19, coronel Carlos Penha-Gonçalves, admitiu que, perante o aumento do número de infeções, houve que rever os planos iniciais mas está confiante na resposta que está a ser dada: “O plano mudou, os objectivos mudaram e temos de ajustar o plano”.

“O ritmo que vamos impor tem que ver com a população alvo que está a ser vacinada e com as disponibilidades que existem e que podem condicionar o processo”, afirmou Penha-Gonçalves.

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Portugal aguarda parecer da EMA para vacinar crianças

Quanto à vacinação das crianças, Graça Freitas, diretora-geral de Saúde, lembrou que a Agência Europeia do Medicamento (EMA)  deverá emitir amanhã um parecer sobre a vacina pediátrica da Pfizer. A responsável lembrou que se trata de uma vacina feita especialmente para as crianças do 5 aos 11 anos. Conhecido o parecer da EMA, o processo seguirá o seu curso, como habitualmente.

“O grupo dos zero aos nove anos está todo vulnerável e é o que apresenta a maior incidência de casos no nosso país – transmitem entre elas e também transmitem a outras pessoas vulneráveis”, disse

No entanto, sublinhou que não é possível saber quando se iniciará a vacinação das crianças, uma vez que esta estará dependente da entrega de vacinas por parte da Pfizer.

"A prioridade é continuar a vacinar as pessoas mais idosas e mais frágeis", reafirmou Graça Freitas, acrescentando sempre que possível outros grupos, de acordo com as prioridades definidas.

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