Detetado surto de covid-19 em fábrica das conservas Ramirez

Cláudia Évora | Agência Lusa , Notícia atualizada às 22:52
13 dez 2021, 19:31
Conservas Ramirez (Facebook)
Conservas Ramirez (Facebook)

O SINTAB fala em mais de 30 casos, mas o administrador da fábrica desmentiu, dizendo que são apenas 11

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O administrador da fábrica de Conservas Ramirez, em Matosinhos, afirmou esta segunda-feira que estão confirmados 11 casos de covid-19 na conserveira e que o surto teve origem num jantar “entre alguns funcionários e pessoas externas”.

Em declarações à agência Lusa, a propósito da denúncia feita pelo Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB) - que dava conta de um surto com mais de 30 casos positivos - Manuel Ramirez afirmou este teve origem num jantar entre alguns funcionários da fábrica, do qual a administração "desconhecia".

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“Terá havido um jantar entre colegas e externos da empresa de uma determinada área que a administração desconhecia”, disse.

Segundo o administrador, o surto foi detetado depois de um funcionário da conserveira ter apresentado sintomas, “situação que foi logo comunicada ao delegado de saúde” e que resultou na testagem dos 220 funcionários no dia 7 de dezembro.

“Foram detetados 11 casos de covid-19 e todas as pessoas estavam vacinadas”, afirmou, acrescentando que os funcionários se “encontram bem”.

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Manuel Ramirez disse ainda que a 9 de dezembro, os funcionários voltaram a realizar testes antigénio, não tendo sido detetado “nenhum caso”.

“Amanhã [terça-feira] vamos fazer novamente testes PCR por uma questão de precaução”, disse, acrescentado que a fábrica tem cumprido e implementado todas as normas de segurança e higiene.

“Nunca baixámos a guarda”, observou, desmentindo a denúncia feita hoje pelo sindicato.

SINTAB fala em mais de 30 pessoas infetadas

O SINTAB denunciou, esta segunda-feira em comunicado, que tinha sido detetado um surto de covid-19 com mais de 30 casos positivos entre trabalhadores da fábrica de conservas. 

Os funcionários transmitiram a sua preocupação junto deste sindicato, que garantiu que o surto foi identificado há cerca de duas semanas e que "ao invés de terem sido promovidas medidas de contenção", alguns dos quadros dirigentes desta empresa "optaram por participar nos habituais jantares de confraternização da quadra natalícia, de onde se desconfia ter resultado uma ainda maior potenciação do contágio generalizado"

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O SINTAB afirmou ainda que na passada terça-feira tinham sido identificados 12 casos de contágios. O significaria que no espaço de uma semana o número tinha mais do que duplicado. 

Como consequência disso mesmo, a empresa de conservas anulou todos os testes rápidos que estavam agendados na empresa e reagendou uma "testagem universal com testes PCR". 

O sindicato disse ainda no mesmo comunicado este surto e a falta de medidas de contenção "é a evidência da gestão economicista (...) em que a segurança e a saúde dos Trabalhadores tem sido sempre colocada em segundo plano".

Nesta fábrica trabalham mais de 200 pessoas, na maioria mulheres. 

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