Taça da Liga: FC Porto-Ac. Viseu, 3-0 (crónica)

Adérito Esteves , Estádio Magalhães Pessoa, Leiria
25 jan, 21:48

Sem querer só mesmo os golos

Vamos à quinta tentativa?

O FC Porto quer vencer a Taça da Liga. Mesmo que seja com golos quase sem querer.

O que é certo é que Sérgio Conceição repete a ideia desde que chegou ao clube, contrariando uma ideia que parecia enraizada nos dragões de desvalorizar a prova.

E depois de já ter perdido na final quatro vezes, o FC Porto vai à quinta, após vencer o Académico de Viseu por 3-0.

Com cinco mudanças no onze, mas com a seriedade de quem quer mesmo levar para o Museu o único troféu nacional que lá falta, a equipa de Sérgio Conceição, não deu margem para surpresas.

Aliás, surpreendente neste confronto entre o campeão nacional e o terceiro classificado da II Liga, só mesmo o facto de as bancadas do Estádio Magalhães Pessoa terem tido muito mais adeptos a puxar pelo Académico do que pelo FC Porto.

Viseu fez deste jogo uma festa para a cidade. A equipa deu o que pôde dentro do campo, mas o FC Porto não facilitou a tarefa que já se previa hercúlea.

E ao fim de 20 jogos invicta a equipa de Jorge Costa voltou a perder. Sem marcar golos, algo também inédito desde que o antigo capitão portista tinha assumido o comando técnico.

Os dragões chegaram à vantagem aos sete minutos, por Eustáquio. O primeiro golo quase «sem querer». João Mário cruzou da direita, Veron cabeceou mal e o médio que ia ali a passar, empurrou a bola para o fundo da baliza.

Foi golo? É o que conta.

E esse golo deu força ao Dragão que nos minutos seguintes podia ter terminado com o jogo, tantas as oportunidades que teve.

Depois dos 20 minutos, o Académico recompôs-se. E mostrou a razão de andar pelos lugares de subida à Liga, quando poucos acreditariam nessa possibilidade no início da época.

O segundo golo do FC Porto demorou quase uma hora a chegar, mas matou de imediato o sonho viseense. João Mário – mais uma grande exibição! – isolou Namaso e o inglês marcou, perante os protestos de fora de jogo.

E a fechar, mais um golo-que-foi-mas-não-era-para-ser-bem-aquilo.

Mais uma vez com cruzamento de João Mário da direita, Otávio simulou na área, para o remate de Bernardo Folha que Gril defendeu. Contudo, na ânsia de tirar a bola da pequena área, Arthur Chaves chutou contra Folha, que se estreou assim a marcar com a camisola da equipa principal do FC Porto.

Foi sem querer? Talvez. Mas foi muito o querer do FC Porto em estar na quinta final da Taça da Liga.

Será desta que a conquista? Sábado saberemos, com um Clássico frente ao Sporting.

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