Condenado a 20 anos de prisão fundamentalista que matou português na Suíça

Agência Lusa , PF
10 jan, 13:44
Justiça

O homicídio aconteceu a 12 de setembro de 2020 num restaurante em Morges, quando o agressor escolheu aleatoriamente uma vítima, um cidadão português, e espetou-lhe uma faca nas costas

m cidadão com nacionalidade turca e suíça foi hoje condenado a 20 anos de prisão pelo Tribunal Penal Federal de Bellinzona, Suíça, pelo homicídio em 2020 de um português em Morges, Suíça, o primeiro ligado ao fundamentalismo islâmico julgado neste país.

Omer A., 29 anos, que admitiu a sua simpatia pelo grupo Estado Islâmico e disse ter levado a cabo o ataque para "vingar" a guerra internacional contra a organização terrorista, recebeu uma sentença ainda maior do que a solicitada pelo procurador, que tinha pedido 18 anos de prisão, informou o jornal Tribune de Genéve, citado pela agência de notícias EFE.

O homicídio aconteceu a 12 de setembro de 2020 num restaurante em Morges, uma cidade nas margens do Lago de Genebra perto de Lausanne, quando o agressor escolheu aleatoriamente uma vítima, um cidadão português, e espetou-lhe uma faca nas costas, depois de gritar "Alá é Grande".

A vítima, um português que tinha na altura do crime 29 anos, residia há pouco tempo na região, onde trabalhava na apanha da maçã.

O português aguardava a sua vez na fila de um restaurante de kebab quando, sem motivo aparente, foi atacado pelo condenado. Na altura do crime, a vítima estava acompanhada da namorada e de amigos, que assistiram ao ataque.

O condenado, que sofre de esquizofrenia desde a adolescência, já cumpriu 15 meses de prisão pela tentativa de incêndio de uma bomba de gasolina, em 2019, e enquanto esteve detido atacou violentamente dois membros das forças de segurança (um agente da polícia e um agente prisional, que esfaqueou com uma caneta).

O julgamento foi realizado em dezembro passado e peritos psiquiátricos concluíram que os problemas esquizofrénicos do arguido poderiam constituir um fator atenuante, embora ele se tenha recusado a receber tratamento psiquiátrico, que será substituído por outras terapias.

O condenado, que trabalhou como aprendiz de pintor, admitiu ter começado a radicalizar-se em 2016, embora tenha dito nunca ter jurado fidelidade ao Estado Islâmico, e afirmou que após o seu tempo na prisão tinha perdido "todo o interesse na guerra santa".

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