Presidente do Sri Lanka foge da residência oficial antes de ser invadida por manifestantes

Agência Lusa , MJC
9 jul, 11:42
Protestes no Sri Lanka

Fonte do Ministério da Defesa indicou que Gotabaya Rajapaksa se mantém como Presidente do Sri Lanka e que está agora sob protecção pelas Forças Armadas num local secreto

O Presidente do Sri Lanka, Gotabaya Rajapaksa, fugiu este sábado da sua residência oficial em Colombo minutos antes de esta ter sido invadida por manifestantes em fúria, disse à AFP uma fonte do Ministério da Defesa do país

A cadeia privada de televisão Sirasa mostrou imagens dos manifestantes em fúria a invadirem o palácio presidencial, até agora fortemente protegido pelos militares.

A mesma fonte da Defesa indicou que Gotabaya Rajapaksa se mantém como Presidente do Sri Lanka e que está agora sob protecção pelas Forças Armadas num local secreto.

O primeiro-ministro do Sri Lanka convocou este sábado uma reunião de emergência após a fuga do presidente Gotabaya Rajapaksa da sua residência oficial. Ranil Wickremesinghe convocou o governo para discutir uma "resolução rápida" desta crise política.

O líder do executivo, considerado o próximo na linha de sucessão se o presidente se demitir, convidou os líderes dos partidos políticos a juntarem-se ao encontro, e também apelou a uma reunião de emergência do parlamento para discutir a crise, informou o seu gabinete.

Dezenas de milhares de pessoas tinham participado antes numa manifestação para exigir a demissão de Rajapaksa, considerado responsável pela crise económica sem precedentes que atingiu o Sri Lanka e está a causar uma inflação galopante, e faltas graves de combustíveis, electricidade e alimentos.

Na sexta-feira, as forças da ordem instalaram barreiras para tentar desencorajar os manifestantes de descerem a rua, mas esta medida foi levantada depois de partidos da oposição, activistas de direitos humanos e a Ordem dos Advogados ameaçarem processar o chefe da polícia.

A barreira policial foi completamente ignorada pelos manifestantes, alguns dos quais forçaram mesmo as autoridades ferroviárias a conduzi-los de comboio até à capital, Colombo, para participarem nos protestos, indicaram as mesmas fontes à AFP.

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