SEF abriu milhares de novas vagas para regularização de imigrantes mas linhas telefónicas estão entupidas

20 out, 08:00
Serviço de Estrangeiros e Fronteiras

REVISTA DE IMPRENSA. Nas redes sociais, há quem garanta que, só num dia, tentou fazer 1500 telefonemas para conseguir uma das 42 mil vagas abertas pelo SEF, sem sucesso

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) abriu desde a semana passada 42 mil vagas para que os estrangeiros possam regularizar a sua situação em Portugal, mas os 50 funcionários para atender chamadas e proceder ao agendamento não chegam para os pedidos. A notícia é avançada esta quinta-feira pelo jornal Público, que refere que vários imigrantes têm feito chegar queixas das falhas no serviço. 

Nas redes sociais, há quem garanta que, só num dia, tentou fazer 1500 telefonemas para conseguir uma destas vagas abertas, sem sucesso, e um imigrante assegura que precisou de fazer mais de 30 mil chamadas para conseguir marcar. 

Ao Público, fonte do SEF referiu que os agendamentos são feitos, na sua maioria, através do Centro de Contacto, de segunda a sexta-feira, com 50 funcionários e atendimento em 21 línguas. A média diária tem sido o atendimento de cerca de três mil chamadas por dia, mais de 524 mil desde janeiro.

O SEF acrescenta que, desde o início do ano, foram abertas 215 mil vagas para vários assuntos e, nos últimos dias, além de 15.184 vagas para reagrupamento familiar e de 13.624 para concessão de título de residência, foram abertas 13.624 para cartão de residência de familiar de cidadão da União Europeia. Em breve, garantiu o SEF ao Público, serão disponibilizadas milhares de novas vagas para renovação do título de residência, renovação de vistos gold, prorrogação de permanência, emissão de segunda via, alteração de dados e de credenciais. 

O Público questionou o SEF sobre como prevê colmatar as falhas nos atendimentos e como é que o processo de reestruturação está a afetar este processo, mas não teve resposta.

Ao jornal, a advogada Filipa Costa, que pertence a um grupo de advogados que criou uma associação para contestar o facto de os agendamentos para autorizações de residência para trabalho não serem feitos por ordem cronológica, garamte que está há três dias consecutivos a ligar para o SEF, das oito da manhã às oito da noite, e que até agora não foi atendida. "O sistema é arbitrário e injusto porque, mais uma vez, podemos ter alguém que acabou de chegar a passar à frente de alguém que está à espera há anos”, disse ao Público.

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