Bancos pagaram mais de 25 milhões aos seus administradores

1 mai, 08:00
Pedro Castro e Almeida

REVISTA DE IMPRENSA. Só aos cinco presidentes executivos, Caixa, BCP, Santander, BPI e Novo Banco pagaram 3,5 milhões de euros

Os cinco maiores bancos a operar em Portugal pagaram em 2021 um total de 25,5 milhões de euros aos seus Conselhos de Administração. As contas são feitas pelo Diário de Notícias, que na edição deste domingo compila os dados publicados nos relatórios e contas das instituições financeiras.

Só os presidentes executivos da Caixa Geral de Depósitos, BCP, Santander, Novo Banco e BPI totalizam 3,5 milhões de euros, que agregam os valores fixos e variáveis, isto é, os salários e os prémios.

Pedro Castro e Almeida, presidente executivo (CEO) do Santander, foi o gestor com a remuneração mais elevada, de 1,05 milhões de euros. Ao todo, o Santander desembolsou 6,5 milhões de euros em pagamentos aos seus 14 administradores em Portugal.

Segue-se Miguel Maya, CEO do BCP, com uma remuneração anual de 947 mil euros, parte do total de 7,5 milhões de euros suportados pelo banco em remunerações aos seus 17 administradores.

Pedro Oliveira e Costa, líder do BPI, auferiu 743 mil euros, tendo o banco assumido gastos de 4,9 milhões de euros com os seus 15 administradores.

Já António Ramalho ganhou 410 mil euros no Novo Banco, instituição que gastou em salários de administradores um total de 3,1 milhões de euros, valor que no entanto sobe para 4,7 milhões somando os prémios propostos (mas ainda não pagos).

Paulo Macedo, finalmente, recebeu 423 mil euros na Caixa Geral de Depósitos, que no total pagou 3,4 milhões de euros aos seus administradores, o menor valor destas cinco instituições financeiras.

O total de 25,5 milhões de euros em gastos em remunerações das administrações dos maiores bancos ficaram, ainda segundo o DN, um milhão abaixo do total de 2020.

 

 

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