O maior viveiro de talentos regressa como aperitivo para o dérbi

16 abr, 12:00
Torneio da Pontinha

Após dois anos de interregno, está de volta o Torneio Internacional da Pontinha, por onde já passaram nomes como Ronaldo, Quaresma, Rui Costa, Simão, Rui Águas, Dani, Maniche, Miguel, Jorge Andrade, Petit, Bernardo Silva, Ruben Dias, Cancelo e tanto, tantos outros...

O mais mítico torneio de futebol infantil do país está de volta. Após dois anos de interregno provocado pela pandemia, volta a jogar-se o Torneio Internacional da Pontinha.

Em domingo de dérbi, dificilmente podia pedir-se um aperitivo melhor para o Sporting-Benfica.

Pelo relvado de Alvalade devem passar, de resto, vários jogadores que já se mostraram no Torneio da Pontinha. Nomes como Daniel Bragança, Gonçalo Inácio, Ricardo Esgaio, Nuno Santos, Gonçalo Esteves, João Mário, Gonçalo Ramos, Diogo Gonçalves e Paulo Bernardo, por exemplo.

Isto já para não falar, claro, em Ruben Amorim.

«O nosso patrono da edição deste ano é um bom exemplo do sucesso do torneio: o João Pereira jogou este troféu, chegou a profissional, passou pelo Benfica, pelo Sporting e foi internacional. Como ele há aliás muitos», diz Edgar Quedas, coordenador do Clube Atlético e Cultural.

«Eu diria que 80 por cento da atual Seleção Nacional passou pelo torneio.»

A lista de craques que o Clube Atlético e Cultural apresenta no site oficia é aliás de respeito. Antes de mais, Cristiano Ronaldo, que vestiu a camisola do Sporting e foi eleito o melhor jogador do torneio quando tinha 12 anos. Mas também Rui Costa, Quaresma, Simão, Rui Águas, Maniche, Dani, Miguel, Bernardo Silva, Ruben Dias, Jorge Andrade, Petit, Cancelo, William Carvalho, Miguel Veloso, Abel Xavier, Carlos Martins, Beto, Manuel Fernandes, Cedric, Nuno Mendes, Rafael Leão, Gonçalo Guedes, José Fonte e até Ruben Amorim, que chegou a participar com a camisola do próprio CAC e mais tarde do Benfica.

«Até o Piqué já passou pelo torneio. Há uns tempos descobrimos uma fotografia de uma equipa antiga do Barcelona em que aparece ele», revela Edgar Quedas, lembrando que pelo troféu da Pontinha é habitual passarem todos os anos alguns dos maiores clubes do mundo.

Ora em fim de semana de dérbi entre Sporting e Benfica, Edgar Quedas diz que se junta o útil ao agradável. Sobretudo no domingo, dia da final e da consagração dos melhores.

«Os jogos realizam-se no Inatel, no Estádio 1º de Maio, em Alvalade. Portanto a minha sugestão é que as pessoas saiam mais cedo de casa, vão assistir ao Torneio da Pontinha, a final é às 16.30 horas, e depois seguem para o Estádio de Alvalade, que fica ali pertinho. O dérbi é às 20.30 horas, portanto dá tempo. A final do torneio até pode ser um Sporting-Benfica, já aconteceu tantas vezes, era mais uma. Com sorte os adeptos têm três dérbis para ver esta semana», diz Edgar Quedas.

O Torneio da Pontinha, organizado pelo Clube Atlético e Cultural, coloca em competição jogadores infantis, até aos 12 anos, e realiza-se há 41 anos. Desde 1981. Esta vai ser a 39ª edição, aliás, porque nos dois últimos anos não houve futebol infantil em virtude da pandemia.

O clube da casa, o CAC Pontinha, mais FC Porto, Sporting, Benfica e, mais recentemente, o Sp. Braga são presenças obrigatórias, às quais se juntam sempre vários clubes internacionais.

«Este ano temos o CAC, Benfica, Sporting, FC Porto, o Levante, de Espanha, que já tinha estado na última edição e volta agora, o Midtjylland, da Dinamarca, porque há a tradição de termos sempre uma equipa nórdica e eles até já estão um pouco mais libertos das restrições associadas à pandemia, e uma academia de futebol francesa, a Union Sportive Grigny.»

Ao contrário dos últimos anos, o torneio deste fim de semana só tem oito equipas, das quais apenas três são estrangeiras, o que Edgar Quedas justifica com o facto de ser uma espécie de ano zero.

«Isto é um regressar do torneio. Vamos fazer um torneio com menos equipas do que o habitual, porque há ainda muitas reservas de muitos clubes em participar em torneios nestes escalões e até os patrocinadores que nos costumam apoiar estão um pouco mais contidos nesta fase», sublinha.

«Mas esperamos que seja um regresso ao torneio, para no próximo ano, aí sim, já termos equipas de maior nome. Nós tínhamos uma equipa que estava convidada no ano em que o torneio foi suspenso, voltamos a convidá-la, mas não pôde sair do país. Há outras equipas espanholas, como o Betis e o Espanhol de Barcelona, que não podem ainda viajar e optaram por torneios locais. Por isso vamos ter menos equipas, mas também por opção nossa, para juntar menos gente.»

Os jogos já começaram esta sexta-feira, vão continuar este sábado com partidas das 9 às 19 horas, incluindo as meias-finais, e terminam no domingo com as finais. Incluindo a que atribuiu o primeiro e segundo lugares, que está agendada para as 16.30 horas.

«A nossa expetativa é ter muita gente a ver o torneio. Já tivemos jogos com três mil e quatro mil pessoas, o que é mais do que muitos jogos da Liga. Quem sabe não repetimos... O 1º de Maio é tão próximo de Alvalade que vai valer muito a pena ir ver a final antes do Sporting-Benfica.»

O maior viveiro de talentos é sempre um bom aperitivo para o dérbi.

 

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