"Temos terroristas a atacar pessoas. Não precisamos de muita motivação para vestir o uniforme, pegar numa arma e fazer o que temos de fazer"

26 out 2023, 18:00
Reservistas

Os relatos dos reservistas de Israel. Não são militares no ativo, mas largaram tudo, família e trabalho, para combater pelo país contra o Hamas

O telefone tocou. Era meio dia e do outro lado da linha estava um dos responsáveis do exército a informar Itai, de 35 anos, que tudo indicava que seria preciso ir combater pelo seu país. Perto das 15:00 naquele dia, 7 de outubro, recebeu também por telefone a convocatória oficial. Desligou, vestiu de imediato o uniforme e saiu a caminho da base militar a sul de Israel, onde se iria encontrar com outros elementos. Itai é um dos reservistas do exército israelita. Mas é também gestor de produtos numa empresa de alta tecnologia. No dia em que o Hamas atacou Israel deixou tudo para trás e aceitou juntar-se ao exército. Não sabe quando e se voltará para casa.

Despedir-me da minha mulher foi provavelmente uma das coisas mais difíceis que já tive de fazer", relata por telefone à CNN Portugal, a partir da fronteira norte perto do Líbano, onde se encontra

Itai foi um dos 360 mil reservistas chamados pelas Forças de Defesa de Israel. "O serviço militar é obrigatório para a maioria dos israelitas quando completam 18 anos. Os homens têm de cumprir 32 meses e as mulheres 24. Depois, a maior parte pode ser convocada para unidades de reserva, até aos 40 anos, em caso de emergência nacional", explica à CNN Portugal Omer, um militar das forças especiais da marinha. "Em tempos de guerra lutam ao lado de soldados ativos, que treinam uma vida inteira por Israel". 

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