Quer ser dono da cabritinha ou do bigode de Quim Barreiros? São 30€, chefes

19 abr, 10:00
Quim Barreiros realiza o sonho de Quina

Artista da música popular portuguesa vai lançar uma coleção de NFT. São mil figuras que podem ser vistas em simultâneo como obra de arte e ativo digital. Que elemento ou momento marcante cabe a cada comprador? É a sorte a decidir

Lá diz o clássico que o melhor dia para se casar é o 31 de julho. “Porque depois entra agosto.” Mas Quim Barreiros, o autor da canção, casou-se a 3 de maio. E porque é que interessa tanto esta segunda data?

Porque, além de assinalar mais um ano de casamento, o artista vai dar outro passo importante na carreira: vai lançar uma coleção de NFT chamada “QuimFT”. Para quem não é muito versado nestas coisas da tecnologia, explica-se rápido: comprar um NFT é investir numa obra de arte digital.

“Um NFT é um ativo digital com um valor associado, é como ter outro tipo de ativos - como ações ou ETF”, explicam Sara Teixeira e João Gomes, da Happyfact, responsáveis pela estratégia e marketing desta coleção. Ao todo são mil figuras que recuperam o imaginário musical de Quim Barreiros, bem como alguns momentos importantes da sua carreira - como as míticas semanas académicas.

Na prática, qualquer pessoa pode tornar-se dona do bigode, do chapéu, do acordeão ou da cabritinha – ou, antes, de uma obra digital que foi inspirada neste universo do artista. E a que custo? “Rondará os 30 euros.”

Imagem ilustrativa da coleção QuimFT

Mas, se quiser mesmo ser dono da cabritinha ou do bigode, fica o aviso: “Não é possível escolher qual será o ativo que calha. O comprador não sabe à partida qual o NFT que vai adquirir, o que ajuda a conferir raridade e valor ao ativo que compra”. Depois da compra, há sempre margem para negociar com outros colecionadores.

Mas, além destas obras de arte digitais - desenhadas pelo artista Vitor Julião, também conhecido como Vitó -, a compra pode trazer outros benefícios associados, como mensagens personalizadas de Quim Barreiros, almoços exclusivos com o “mestre da culinária” ou a oportunidade de participar em videoclipes ou ouvir as novas músicas antes de toda a gente.

Para fazer parte desta negociação há um registo para acesso à pré-reserva, entre 19 de abril e 1 de maio. A 3 de maio é feita uma venda privada àqueles que se registaram. E a 4 de maio abre-se ao público em geral. “Os colecionadores vão precisar de uma carteira digital como o Metamask, tal como com outros NFT. A carteira digital é necessária para interagir com a blockchain e comprar os NFT”, avisam os responsáveis.

A iniciativa nasceu de uma ideia do filho de Quim Barreiros, Emmanuel (não confundir com o outro artista, por favor), para “abraçar a nova era digital” e os fãs mais jovens do autor de “A Garagem da Vizinha”, que enchem concertos e concertos por todo o país – alguns mais regados do que outros. “A intenção é que os fãs de Quim Barreiros possam ter um pedaço da sua cultura e da história musical portuguesa nas suas carteiras digitais e que desfrutem de uma raridade digital que celebra a vida e o legado do artista”, resumem Sara Teixeira e João Gomes.

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