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Trinta detidos por crimes violentos associados às claques de Benfica e Sporting

Vânia Ramos | Daniela Rodrigues | Ana Botto , AM - Notícia atualizada às 12:16
1 fev 2023, 09:38

Operação da PSP é articulada com a unidade especial de combate ao crime violento do DIAP de Lisboa e ocorre em processos diferentes, com a mesma realidade

Uma megaoperação policial decorreu esta quarta-feira de manhã na grande Lisboa, com mais de duas dezenas de buscas e 30 detenções de elementos ligados às claques do Benfica e do Sporting, por uma série de crimes graves que estão enquadrados na violência no desporto - como agressões em grupo e roubos, a adeptos dos próprios clubes e rivais, nas imediações dos estádios da Luz e de Alvalade, apurou a CNN Portugal.

A operação terminou cerca das 12:00, tendo sido detidas 29 pessoas através de mandados de detenção e uma em flagrante delito, na posse de uma arma de fogo.

Em comunicado, a PSP deu conta do cumprimento de "29 mandados de detenção emitidos por autoridade judiciária, bem como a 30 mandados de buscas domiciliárias, na área da Grande Lisboa e margem sul do Tejo", estando a ser "investigadas situações de agressões, entre grupos de adeptos e contra a polícia, crimes de roubo, dano qualificado e participação em rixa".

A operação da PSP é articulada com a unidade especial de combate ao crime violento do DIAP de Lisboa e ocorre em processos diferentes, com a mesma realidade. De um lado, o fenómeno dos No Name Boys, claque do Benfica, e mais concretamente o subgrupo dos "Casuals", com elementos identificados por casos em que montam emboscadas até a jovens adeptos do próprio clube, que perseguem após jogos de futebol no estádio ou de modalidades no pavilhão da Luz. As vítimas são levadas à força para locais ermos onde acabam violentamente agredidas em grupo, de forma gratuita e por motivos fúteis, e roubadas. Ficam sem telemóveis, dinheiro e bens que transportem, como fios em ouro e prata.

Noutro lado da cidade, junto ao estádio de Alvalade, há crimes idênticos cometidos pelos "casuals" da claque leonina, a Juve Leo. Perseguições a adeptos de clubes rivais e do próprio Sporting, agressões em grupo, batalhas campais combinadas com claques de outros clubes - e também ataques à própria Polícia. Num caso recente, a 25 de julho do ano passado, após um jogo entre o Sporting e o Sevilha para o troféu 5 Violinos, lançaram pedras e garrafas contra agentes da PSP que patrulhavam a zona do estádio e fizeram três feridos. Pelo menos um dos polícias teve de ser assistido no hospital. 

Na operação de hoje há detidos por esta última situação - e outras, de roubos e por ofensas à integridade física. Em causa estão, também, situações de desobediência de adeptos que continuam a frequentar recintos desportivos apesar das medidas de afastamento a que estavam sujeitos pela Autoridade de Prevenção para a Violência no Desporto, depois de terem sido apanhados a deflagrar engenhos pirotécnicos nas bancadas dos estádios.

Todos os detidos, quer associados às claques do Benfica, quer associados ao Sporting, vão passar a próxima noite nos calabouços da PSP e serão esta quinta-feira presentes ao Tribunal de Instrução Criminal. Alguns arriscam ficar em prisão preventiva.

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