Moreira da Silva diz-se confiante numa "grande vitória" como a de Cavaco. Montenegro seria "uma solução tática"

Agência Lusa , CF
27 mai, 23:07

O candidato do PSD evocou a vitória inesperada de Cavaco Silva frente a João Salgueiro e sublinhou: "o que conta é a empatia, a confiança, a credibilidade"

O candidato à liderança do PSD Jorge Moreira da Silva defendeu esta sexta-feira ser a única solução para quatro anos, considerando que o seu adversário Luís Montenegro representa “uma solução tática” apenas para dois anos de desgaste do PS.

No encerramento da campanha, um arraial organizado na Junta de Freguesia de Belém (em Lisboa), onde vive, Moreira da Silva manifestou a convicção de que vencerá as eleições diretas de sábado e relembrou, sem o mencionar, a vitória inesperada de Cavaco Silva frente a João Salgueiro em 1985.

“Não é por ter andado em Paris, em Nova Iorque e Bruxelas que perdi o pé e o jeito para o partido. O que conta é a empatia, a confiança, a credibilidade e também em ‘85 era suposto que ganhasse uma pessoa e ganhou outra`. E eu acho que amanhã [sábado] vamos dar uma grande vitória”, disse, apelando a que todos os militantes votem.

Perante cerca de uma centena de pessoas num ambiente informal, com bifanas e imperiais, o antigo ‘número dois’ procurou resumir a escolha entre si e o antigo líder parlamentar Luís Montenegro, a que chamou solução “dois em um” ou “um em um”.

“A solução é muito simples: uma solução um mais um é aquela em que escolhemos alguém agora e depois temos de escolher alguém daqui a dois anos; ou uma solução dois em um para podermos dar uma resposta integral aos dois objetivos: refundar o partido e conseguir protagonizar uma alternativa e uma oposição ao PS”, definiu.

Ou seja, para Moreira da Silva votar em Montenegro “é uma solução tática” em que o partido “escolhe alguém com perfil de porta-voz e de contestação” e daqui a dois anos, nas próximas diretas, “aí sim o PSD apresentará outra pessoa para protagonizar a alternativa”.

No entanto, alertou, o PSD pode ter de disputar eleições mais cedo e aí o partido será “apanhado em falso”.

“Eu preconizo uma solução dois em um, que é escolher alguém que seja capaz de fazer oposição firme, enérgica e eficaz - o que conta é a eficácia, não são os decibéis -, mas também que seja capaz de apresentar uma visão com projeto, com propostas que seja capaz de libertar potencial desenvolvimento do país”, defendeu.

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