Muitas pessoas que deram maioria absoluta ao PS “estão hoje arrependidas”, diz Luís Montenegro

Agência Lusa , PF
9 fev 2023, 22:59
Luís Montenegro, do PSD, fala com um pastor na visita às zonas afetadas pelos incêndios de 2022 em Folgosinho, Gouveia (Lusa/ Miguel Pereira da Silva)

Líder do PSD citou Sá Carneiro e agradeceu o forte apoio que tem recebido dos portugueses

O presidente do PSD disse esta quinta-feira que muitas das pessoas que nas eleições legislativas deram a maioria absoluta ao PS “já estão hoje arrependidas” pela “falta de capacidade governativa” do executivo liderado por António Costa.

Luís Montenegro, que discursava num jantar com militantes e simpatizantes, em Pinhel, Guarda, no âmbito da iniciativa “Sentir Portugal”, disse que respeita os portugueses que “deram uma grande oportunidade ao PS”, mas admitiu que “muitas dessas pessoas já estão hoje arrependidas”.

“Eu respeito todos. Respeito todos os políticos e todos os partidos e respeito, sobretudo, todos os portugueses que foram votar nas últimas eleições e que deram uma grande oportunidade ao PS. Eu respeito as pessoas e não vos vou dizer que as pessoas erraram quando votaram em janeiro de 2022”, afirmou.

E prosseguiu: “Agora, o que eu quero dizer-vos, e não tenho nenhuma margem para estar errado, é que muitas dessas pessoas já estão hoje arrependidas, porque têm muitas razões para se terem dececionado, desiludido, com a falta de capacidade governativa e com a insensibilidade social do Governo que temos em Portugal”.

No seu discurso, referiu vários problemas que existem atualmente no país e que Portugal padece de um problema que “vai ter que ser atacado de frente”, relacionado com as regras europeias.

“Já percebemos que o doutor António Costa e o PS ou não sabem que ele existe, coisa que eu não acredito ou, então, não têm vontade política para o resolver. Nós, em Portugal, somos mais papistas que o papa”, referiu.

Acrescentou que as regras europeias “às vezes já são confusas” e “às vezes já vão longe de mais na regulamentação, mas o Governo português tem sempre, com as mãos do PS, de ainda pôr mais regras, ainda pôr mais confusão, ainda pôr mais burocracia, para que as pessoas não consigam tirar aquilo que é legítimo” que é aproveitarem os fundos que a Europa concede para Portugal se aproximar dos países mais desenvolvidos.

“Por isso é que nós estamos, hoje, cada vez mais na cauda da Europa. Por isso é que os países de Leste estão a crescer duas, três, quatro e cinco vezes mais do que nós. São os países que se comparam connosco, que recebem os fundos equivalentes aos nossos e que estão a aproximar-se da Europa muito mais do que nós”, disse Montenegro no jantar que, segundo o partido, juntou cerca de 500 militantes e simpatizantes do PSD do distrito da Guarda.

O líder do PSD afirmou, ainda, que é um privilegiado por ter consigo um “grande exército”, tendo em conta o apoio que tem recibo das pessoas com quem tem contactado.

“Eu vou continuar a sentir Portugal. Eu vou a todas as regiões do país e vou falar com o maior número de pessoas possível”, garantiu.

Depois, citou Sá Carneiro e afirmou: “’Nós começámos por ser alguns, hoje somos muitos e amanhã vamos ser milhões’. Nós vamos mesmo ser milhões. E vamos mudar Portugal e vamos dar aos portugueses mais qualidade de vida, mais bem-estar. Vamos segurá-los cá nesta nossa terra para eles não terem de emigrar à procura de melhores condições”.

No mesmo jantar, o presidente da distrital do PSD da Guarda, Carlos Condesso, vaticinou que “o povo português vai dar uma grande vitória a Luís Montenegro e ao PSD”.

Já Rui Ventura, líder da concelhia de Pinhel do PSD e presidente da Câmara Municipal, disse acreditar que o país vai ter um novo primeiro-ministro “que se chama Luís Montenegro” que “quer apenas e só, servir o seu país”.

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