Balanço diário da Proteção Civil: cinco incêndios preocupantes, lar evacuado e o aviso do comandante André Fernandes

17 jul, 20:46

As 60 crianças retiradas, no sábado, do Parque de Campismo do Açude, em Chaves, já regressaram ao recinto

Por volta das 20:00, André Fernandes, Comandante Nacional de Emergência e Proteção Civil fez um novo balanço da situação dos incêndios. Portugal registou, este domingo, 119 incêndios, havendo ainda 10 ocorrências ativas, a que estão alocados 1.044 operacionais, 297 viaturas e 13 meios aéreos.

Destas, cinco fogos são considerados "ocorrências significativas": Bustelo, em Chaves; Baião, no Porto; Fundão, em Castelo Branco; Murça, em Vila Real; e Soutelinho da Raia, também em Chaves. Só estes incêndios reúnem 954 operacionais, 276 meios terrestres e 11 meios aéreos. 

Neste momento, estão ainda a chegar a estas ocorrências seis grupos de combate de bombeiros, o que perfaz um reforço de mais 192 operacionais.

Há ainda 24 incêndios "em fase de estabilização", onde estão 950 operacionais, 257 viaturas e, ao longo do dia, tiveram o apoio de oito meios aéreos.

Desde de dia 8 de julho, há a registar um total de 206 vítimas diretas e indiretas dos fogos, cinco feridos graves, entre os quais três agentes da Proteção Civil e dois civis e a morte do comandante piloto André Serra.

No mesmo período de tempo, 939 pessoas já foram retiradas das residências. Este domingo, ocorreu a evacuação preventiva de um lar de idosos em Vilarinho de Raia com aproximadamente 21 utentes. 

Quanto ao Parque de Campismo do Açude evacuado no sábado, em Chaves, as 60 crianças retiradas já regressaram ao recinto.

Depois de a A1 ter sido reaberta, a única estrada cortada devido às chamas em Portugal é a N212 em Murça, entre Cortinha e Vilares, Vila Real.

André Fernandes realça que “não podemos baixar a guarda” e como exemplo disse mesmo explica a velocidade anormal com que o incêndio de Castelo Branco ganhou terreno esta tarde.

“O incêndio que está a decorrer em Castelo Branco teve uma progressão inicial de 2,5 quilómetros por hora. O que significa que em cerca de três horas o incêndio perfez um total de sete quilómetros. É esta a realidade com que nós nos deparamos no terreno. Por isso, apela a todos que não baixemos a guarda e nos mantenhamos atentos”, culminou André Fernandes Comandante Nacional de Emergência e Proteção Civil.

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