Apanhada professora que usou gelo seco para intoxicar e matar o noivo 

24 set, 10:33
Polícia Judiciária

Professora foi apanhada em Cabo Verde com a colaboração da Polícia Judiciária, sabe a CNN Portugal

Fernanda Baltazar, professora que há seis anos matou o namorado com quem ia casar, em casa, no Parque das Nações em Lisboa, intoxicando-o com dióxido de carbono libertado de gelo seco que tinha comprado para o efeito, foi esta quinta-feira apanhada e presa pela polícia de Cabo Verde com a colaboração da PJ, apurou a CNN Portugal, depois de uma longa fuga à justiça.

Cometeu o crime em 2016, tendo sido detida e acabando condenada a 17 anos de prisão - pena confirmada no Supremo Tribunal de Justiça -, mas aproveitou um erro judicial para ser libertada e fugir do país, para Cabo Verde. Agora, foi capturada naquele país, com base em informações da PJ, e vai ser extraditada para cumprir a pena a que está condenada em Lisboa.

Em comunicado, a PJ informa que as autoridades judiciárias e policiais de Cabo Verde, em estreita articulação com as autoridades judiciárias portuguesas e a Polícia Judiciária, "localizaram e detiveram mediante cumprimento de mandado de detenção internacional, uma mulher portuguesa, com 41 anos de idade, condenada pela prática de um crime de homicídio qualificado, ocorrido em 24 de dezembro de 2016 na cidade de Lisboa, sendo vítima o seu companheiro, indivíduo também português com 25 anos de idade". 

A nota da PJ informa que a arguida agora localizada foi detida, "tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva, na vigência da qual foi condenada em primeira instância a pena de prisão de 17 anos".  

Segundo as autoridades, "após múltiplos contactos entre os serviços da Polícia Judiciária portuguesa e a Polícia Judiciária de Cabo Verde, veio a ser possível a localização da arguida naquele país e a sua detenção, mediante cumprimento de mandado de detenção internacional emitido pelas Autoridades Judiciárias portuguesas e cumprido pelos serviços da Polícia Judiciária de Cabo Verde". A nota da PJ conclui referindo que se aguardam agora os trâmites legais relativos à extradição da arguida para Portugal, "para cumprimento do remanescente da pena de prisão em que foi condenada".  

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