Construção da quarta ponte sobre o rio Lima, em Viana do Castelo, começa no final 2023

Agência Lusa , BC
6 out, 10:43
Rio Lima (arquivo)

Obras serão financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência e deverão ser concluídas até ao final de 2024

O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse esta quinta-feira que “em dezembro de 2023” começa a construção da quarta ponte sobre o rio Lima e do acesso rodoviário ao Vale do Neiva, orçados em 23,4 milhões de euros.

“Formalmente temos de estar em condições de iniciar as obras, no máximo em dezembro de 2023, para termos dois anos para as executar, quer a quarta travessia quer os acessos ao Vale do Neiva”, afirmou Luís Nobre.

Em declarações à agência Lusa, o autarca socialista justificou aquele prazo para o arranque das duas operações, financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com a necessidade de ter “tempo suficiente para as executar”.

Em causa está a nova travessia sobre o rio Lima entre a Estrada Nacional (EN)203 – Deocriste e a EN 202 – Nogueira e o acesso rodoviário da zona industrial do Vale do Neiva ao nó da autoestrada A28.

“O PRR tem de ser executado até março de 2026. Nós assumimos, contratualizaáos com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) [a conclusão das obras] até dezembro de 2024. Destinámos dois anos para a execução, que é o mais sensato”, adiantou.

Segundo Luís Nobre, até dezembro de 2023 terão de estar cumpridas “todas as formalidades” exigidas às duas operações.

“Temos de as concluir até dezembro de 2024 e estamos a trabalhar nesse sentido. Já temos pareceres positivos de algumas entidades, não todas, mas estão aprovados os projetos base destas duas operações. Já iniciámos a fase do projeto de execução (...), já contratualizamos a avaliação de impacto ambiental. Estamos a trabalhar porque o prazo é curto”, sustentou.

Em janeiro, a Câmara de Viana do Castelo informou ter garantido um financiamento de 23,4 milhões de euros para a construção de uma nova ponte e de um acesso rodoviário ao Vale do Neiva.

Em comunicado hoje enviado às redações, a autarquia da capital do Alto Minho informou que o contrato de financiamento daquelas empreitadas foi assinado pelos presidentes da câmara, Luís Nobre, e da CCDR-N, António Cunha.

A “infraestrutura vai iniciar-se na EN 202, junto ao campo de futebol da Torre, com a reformulação da interceção giratória de acesso à área de localização empresarial de Nogueira e à autoestrada A27, no sentido Viana do Castelo-Ponte de Lima”.

A “travessia desenvolve-se na maior parte do percurso em tabuleiro de betão pré-esforçado, numa estrutura que permite minimizar os impactos na galeria ripícola e habitats incluídos na Rede Natura 2000”.

A via termina na interceção giratória da EN 203, zona industrial de Deocriste, junto à empresa de produção de papel DS Smith (antiga Portucel), permitindo desviar o tráfego de viaturas pesadas da estrada nacional que tem sofrido com o aumento pela crescente atividade industrial deste complexo.

“As empresas situadas nas áreas de localização empresarial abrangidas pela nova travessia evidenciam grande capacidade expansionista com os novos investimentos previstos”, sublinha a autarquia, na nota enviada em janeiro.

A “nova via irá dotar de segurança rodoviária e fomentar a competitividade empresarial das cinco freguesias, que representam 30% do tecido empresarial do concelho” e permitirá uma “ligação rodoviária rápida e segura que fomentará o desenvolvimento socioeconómico da região e acrescenta o seu contributo no panorama nacional, melhorando também os indicadores ambientais”.

O “acesso rodoviário do Vale do Neiva corresponde a um investimento de oito milhões de euros para a construção de uma nova ligação entre o Vale do Neiva e a A28, com uma extensão de 5,2 quilómetros, tendo as duas faixas de rodagem uma largura de sete metros”.

A rodovia “terá início no nó da A28, junto à rotunda da EN 13, na zona industrial do Neiva, sendo que o investimento em terraplanagens, drenagens, pavimentos, redes e iluminação, equipamentos de sinalização e segurança, ascende a 5,5 milhões de euros, correspondendo as expropriações a um total de 2,5 milhões de euros”.

A “nova via rodoviária pretende eliminar pontos negros e a circulação condicionada para veículos pesados de logística no interior da freguesia de Alvarães, melhorando a segurança rodoviária em todo o Vale do Neiva”.

Nas “freguesias de Vila de Punhe e Barroselas, os novos troços rodoviários propostos, para além de uma ligação mais fluída e segura à A28, vão melhorar, através dos seus nós de ligação, a mobilidade interna intrafreguesias, ligando estradas nacionais a vias municipais através de um novo corredor rodoviário”.

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