PSD “não pode aceitar” que Governo assine acordo de fundos estruturais, afirma Rangel

16 nov, 09:13
Paulo Rangel
Paulo Rangel

O candidato à liderança do PSD quer evitar que o PS assine o documento antes das eleições legislativas

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O candidato à liderança do PSD Paulo Rangel disse, na segunda-feira, que o partido “não pode aceitar” que o atual Governo assine o acordo de parceria com União Europeia para os fundos estruturais, antes das eleições legislativas.

O PSD não pode, em caso nenhum, aceitar o que Governo queira ou possa assinar o acordo de parceria entre a União Europeia e o Estado português, para os 24 mil milhões de euros dos fundos estruturais, antes das eleições”, afirmou durante uma sessão de militantes em Viana do Castelo.

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O candidato à presidência do PSD, que falava perante cerca de 250 militantes, acusou o Governo de se ter atrasado na preparação dos fundos do Portugal 2030 e que “agora está cheio de pressa” na sua concretização.

Já que se atrasaram, só o povo pode legitimar um novo Governo para fazer um novo acordo de parceira. E aí sim. Nós teremos a hipótese de corrigir no Portugal 2030 os erros cometidos na chamada bazuca e de os compensar”.

Rangel acusou o Governo socialista de ter “desenhado mal” o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), por estar “essencialmente voltado para o Estado, e não para a economia, para as empresas, para a livre iniciativa, para o setor social e não para o crescimento”.

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Basicamente é para pagar despesas do orçamento. Isto está mal”, destacou.

O candidato à liderança do PSD acrescentou que também com os 24 mil milhões de euros do Portugal 2030, o Governo poderia ter seguido o exemplo de outros países que articularam os apoios dos dois fundos.

A Grécia tinha dois instrumentos, a bazuca e os fundos normais e procurou articular um com o outro para que as prioridades de um e de outro fossem compensadas e equilibradas. O nosso Governo como sempre atrasou-se”, especificou.

Paulo Rangel criticou também a “pressa e rapidez” com que o Governo aprovou 14 compromissos entre o Estado e empresas privadas para o desenvolvimento de vários projetos mineiros.

No dia seguinte à reprovação do Orçamento de Estado há que aprovar, a correr, 14, mas sem estudos de impacto ambiental (…) Um Governo que está a prazo, que tem à sua frente apenas dois meses e meio, desse força e rapidez para se fazerem os estudos de impacto ambiental e o novo Governo, caso a caso, olhando aos interesses que estão em causa, e com base no estudo de impacto ambiental decidiria se há ou não concessões de exploração para fazer”, observou.

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"Estamos um pouco como no faroeste. Condene-se primeiro e julga-se depois”, sublinhou.

No discurso que proferiu aos militantes da capital do Alto Minho, e que durou mais de meia hora, Paulo Rangel disse que o objetivo “central” da sua candidatura à liderança do PSD “é a de oferecer a todos os portugueses uma alternativa credível à governação socialista, para tirar Portugal da anestesia em que o PS mergulhou o país, nos últimos seis anos”.

Uma anestesia que fez com que o país fosse ultrapassado por mais de cinco Estados da União Europeia, durante estes seis anos. Aliás, estamos mesmo à beira de sermos ultrapassados pelo sexto. Portugal esteve seis anos em que cada vez ficou mais como o carro vassoura da Europa com a governação socialista de António Costa, do PS e dos seus parceiros da geringonça”, afirmou.

O candidato à liderança do PSD, lamentou a falta de oposição do PSD nos últimos seis anos, e referiu o atual presidente do partido “quer fazer em 15 dias a oposição que não fez em quatro anos”.

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Já havia muitos motivos para criticar o Governo socialista e não vimos crítica nenhuma”, reforçou.

Paulo Rangel disse ter “a convicção interior de que chegou a hora do PSD governar”, e que protagoniza “uma alternativa forte e credível” para o país, pedindo “uma maioria absoluta ou estável para governar”, com “um programa reformista para os principais setores que hoje disse estarem em “colapso”, apontando como exemplo o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Prometeu ainda que a “primeira prioridade”, caso seja eleito presidente do PSD, será “unir” o partido.

Se for eleito promoverei a unidade e a união. Quero um PSD forte e coeso que se possa apresentar como alternativa credível”, referiu.

Distrital do Porto unânime no apoio a Rangel

A Distrital do PSD do Porto aprovou, na segunda-feira, por unanimidade, apoiar a candidatura de Paulo Rangel nas eleições para a presidência do partido, defendendo que ninguém melhor que o eurodeputado para se apresentar como “verdadeira alternativa” à geringonça.

No momento em que os portugueses são chamados a escolher entre o PSD e o PS para liderar o futuro Governo de Portugal, ninguém melhor que Paulo Rangel para se apresentar como uma verdadeira alternativa ao desgoverno da geringonça que, nos últimos 6 anos, nos conduziu a um beco sem saída (…)”, declarou, em comunicado, a Comissão Política Permanente da Distrital do PSD do Porto que critica a total ausência de reformas e a política “dar com uma mão e tirar com a outra” da Gerigonça.

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O Presidente da República convocou eleições legislativas antecipadas para 30 janeiro de 2022 na sequência do “chumbo” do Orçamento do Estado do próximo ano, no parlamento, em 27 de outubro.

Defendendo que no próximo dia 27 de novembro, os militantes do partido vão escolher não só o seu presidente como também o candidato a primeiro-ministro, aquela estrutura social-democrata destaca a experiência política, governativa e parlamentar, quer nacional, quer europeia, que fazem de Paulo Rangel “um político experiente, consistente, completo, vanguardista e com uma visão muito clara dos problemas do país e do que é urgente fazer para reverter o rumo seguido pela geringonça”.

O percurso pessoal, profissional e académico do companheiro Paulo Rangel, bem como a sua obra publicada, falam por si e dão a melhor garantia da sua preparação para o exercício dos mais altos cargos públicos”, acrescenta aquela comissão política.

Regista ainda com “apreço”, a disponibilidade que Rangel “sempre demonstrou” para com o partido e para os seus militantes e autarcas, participando ativamente em inúmeras iniciativas por todo o país, particularmente no distrito do Porto.

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