Aeroporto Francisco Sá Carneiro com turnos de policiamento com apenas três agentes

19 set, 07:55
PSP

REVISTA DE IMPRENSA. Sindicato emitiu um comunicado onde questiona o ministro da Administração Interna sobre a falta de efetivos

O desvio de agentes para o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras levou a que turnos de policiamento no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, tenham sido assegurados apenas “por três ou quatro agentes”, denuncia ao presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP). Paulo Santos, ao Jornal de Notícias.

A publicação cita um polícia que presta serviço no aeroporto, que conta um incidente decorrido há cerca de dois meses e que obrigou os seus colegas a receber tratamento hospitalar e a ficar de baixa médica até hoje. “Um passageiro estava exaltado e, ao lado, encontravam-se alguns polícias espanhóis, de regresso ao seu país, que o acalmaram. Quando a PSP chegou, já os colegas espanhóis tinham partido e houve dificuldade em dominar o passageiro. A situação teria sido controlada em dois ou três minutos com uma equipa de intervenção rápida, mas não havia elementos para a formar”, afirma.

O agente denuncia, também, que o número de efetivos chegou a ser tão baixo que “já houve necessidade de desviar o elemento de serviço à videovigilância, o que nunca deveria acontecer”.

Este domingo, a ASPP emitiu um comunicado com questões para o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, sobre a falta de efetivos policiais na PSP. A associação alerta também para o envelhecimento do efetivo e a fraca remuneração salarial, pedindo a atualização dos vencimentos. “Tal certamente aumentará o número de candidatos, manterá os profissionais e consequentemente rejuvenescerá o efetivo, traduzindo-se em maior capacidade operacional e maior dinâmica”, escreve a ASPP.

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