"Uma ferramenta crucial contra a pandemia": regulador dos EUA aprova primeiro comprimido contra a covid-19

Agência Lusa , DCT
22 dez 2021, 20:20
Comprimido da Pfizer contra a covid-19
Comprimido da Pfizer contra a covid-19

Trata-se de um comprimido do laboratório Pfizer. Chama-se Paxlovid

PUB

A autoridade norte-americana da saúde, a Food and Drug Administration, aprovou esta quarta-feira o uso do comprimido da Pfizer contra covid-19, o primeiro tratamento oral nos EUA para combate à doença.

A FDA (na sigla em inglês) anunciou a decisão num comunicado no qual especifica que o medicamento pode ser usado para casos moderados da covid-19 em adultos e crianças menores de 12 anos e pelo menos com 40 quilos de peso e cuja saúde os coloquem em perigo de ser hospitalizados.

PUB

O comprimido do laboratório Pfizer é o primeiro tratamento oral contra a covid-19 que os norte-americanos podem tomar em casa e pode vir a tornar-se “uma ferramenta crucial contra a pandemia numa altura em que os casos aumentaram vertiginosamente com a variante Ómicron”, refere.

Até agora, todos os tratamentos nos EUA contra a covid-19 eram administrados por injeção ou por via intravenosa.

O medicamento, que será vendido com o nome Paxlovid, só pode ser comprado com receita médica e os pacientes devem tomá-lo assim que souberem que foram infetados com a doença no máximo nos primeiros cinco dias após o aparecimento dos sintomas.

PUB
PUB
PUB

Além disso, deve ser tomado duas vezes ao dia durante cerca de cinco dias, detalha a FDA no comunicado.

O comprimido funciona ao bloquear a atividade de um enzima específico que o coronavírus precisa para se replicar no organismo infetado, mecanismo semelhante ao do comprimido desenvolvido por outra farmacêutica, a MSD (Merck nos EUA e no Canadá).

O FDA deve aprovar esse outro medicamento em breve, embora os dados mostrem que o da Pfizer é mais eficaz e tem menos efeitos colaterais.

A Pfizer afirma que está pronta para começar imediatamente a distribuir os seus comprimidos e aumentou a sua produção de 80 para 120 milhões no próximo ano.

Uma newsletter para conversarmos - Decisão 22

Envie-nos as suas questões e sugestões de temas, responderemos pela caixa do correio

Saiba mais

Covid-19

Mais Covid-19

Patrocinados