Covid-19: Agência Europeia do Medicamento admite uso de tratamento oral da Pfizer

Agência Lusa , CE
16 dez 2021, 16:12
Covid-19: Pfizer anuncia fármaco com 89% de eficácia
Covid-19: Pfizer anuncia fármaco com 89% de eficácia

O Paxlovid "ainda não tem autorização de uso na União Europeia", mas a EMA admite que possa ser utilizado em pessoas que não estejam ventiladas, mas em risco de desenvolver doença grave

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A Agência Europeia do Medicamento aprovou esta quinta-feira a possibilidade de o medicamento para a covid-19 Paxlovid, da farmacêutica Pfizer, ser usado em tratamento de pessoas que não estão ventiladas e que estejam em risco de desenvolver doença grave.

A agência salienta que o medicamento "ainda não tem autorização de uso na União Europeia"(UE), mas admite que as autoridades nacionais poderão autorizar o uso daquele fármaco oral, de preferência "o mais cedo possível após o diagnóstico, até cinco dias depois do início dos sintomas".

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"As autoridades nacionais poderão decidir sobre a possibilidade de uso do medicamento antes da autorização de introdução no mercado, por exemplo em situações de uso de emergência", refere a agência, apontando "as taxas crescentes de infeção [pelo coronavírus SARS-CoV-2] e mortes com covid-19" na UE.

Os dois princípios ativos do medicamento, disponíveis em comprimidos separados, têm que ser tomados em conjunto duas vezes por dia durante cinco dias.

A orientação baseia-se na análise de resultados provisórios de um estudo em pacientes não hospitalizados e não vacinados com sintomas e pelo menos um problema de saúde subjacente que aumentava o risco de desenvolverem uma forma grave de covid-19.

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Das 607 pessoas que tomaram Paxlovid, nenhuma morreu e seis foram hospitalizadas, enquanto dez pessoas do grupo de 612 que receberam um placebo morreram e 41 foram internadas.

Os efeitos secundários mais comuns durante o tratamento, que se manifestaram até 34 dias depois da última toma, foram alterações no paladar, diarreia e vómitos.

Salienta que o medicamento não deve ser tomado por doentes com insuficiência renal ou hepática grave nem por grávidas, por mulheres que estão a tentar engravidar ou que estão a amamentar.

Ainda falta uma decisão final sobre uma autorização de uso oficial, com a agência a anunciar que começou na segunda-feira passada uma revisão mais completa do medicamento para avaliar em tempo real dados mais concretos sobre sua a qualidade, segurança e eficácia.

O medicamento bloqueia a atividade de uma enzima específica de que o coronavírus SARS-CoV-2 precisa para se replicar numa pessoa infetada.

A farmacêutica Pfizer alegou que o comprimido reduz em 89 por cento dos casos o risco de hospitalização ou morte em adultos, acrescentando que o medicamento será um "potente inibidor" da variante Ómicron do SARS-CoV-2.

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