Subida automática das pensões em 2023 colocaria Segurança Social no “vermelho” no final da década

19 set, 07:27
Euros

REVISTA DE IMPRENSA. Cálculos do Governo defendem que os resultados negativos seriam equivalentes a 1% do PIB

O Público noticia esta segunda-feira que a atualização automática das pensões para 2023 levaria a que o saldo da Segurança Social fosse negativo no final desta década.

Os números são do Governo e foram enviados ao Parlamento após os partidos terem exigido a apresentação das contas e de o Presidente da República ter dito ser “inevitável” divulgar os cálculos para sobre o impacto da atualização das pensões.

De acordo com os números do executivo, os resultados negativos da Segurança Social poderiam atingir 1% do PIB, ultrapassando os mil milhões de euros no final da década. No documento, o Governo defende também que, caso tivesse aplicado a fórmula de atualização das pensões, o Fundo de Estabilização Financeira, que garante o pagamento das pensões em anos em que a receita contributiva não atinge o valor das despesas, “veria o seu tempo de vida reduzir-se 13 anos”.

No dia 5 de setembro, o Governo anunciou um pacote de medidas de apoio às famílias, do qual constou uma mudança nos aumentos previstos para as pensões: em vez de aplicar a fórmula de atualização das pensões, que daria aumentos entre 7,1% e 8% no próximo ano, o executivo decidiu dividir este aumento entre uma subida mais reduzida das pensões, nunca superior a 4,3%, e uma ajuda única e extraordinária em outubro deste ano, equivalente a 50% de cada pensão. A justificação para a tomada desta medida foi, então, a estabilidade da Segurança Social no futuro.

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