Penguin Random House cria chancela dedicada a banda desenhada

Agência Lusa , DCT
25 out, 11:29
Banda desenhada (Pexels)

A Iguana quer ainda editar obras portuguesas neste segmento, contando, para já, com duas novidades de Filipa Beleza e de Raquel Fernandes

O grupo editorial Penguin Random House criou uma nova chancela, Iguana, para publicar BD e livro ilustrado, porque há "um mercado grande, tanto de autores como de leitores", explicou a editora Amaia Iglesias, à Lusa.

"O livro ilustrado, nas diferentes versões e formatos, estava a ter cada vez mais vendas e a ter mais protagonismo no mundo editorial. Percebemos que havia um mercado grande, tanto de autores como de leitores, e por isso era tempo de terem uma própria chancela dentro da Penguin", referiu a editora.

Embora diga que o perfil editorial da Iguana é para todos os públicos, os livros a editar são dirigidos sobretudo a jovens e adultos, apresentando-se com quatro novidades até ao final do ano: O seu nome é Banksy, de Francesco Matteuzzi e Marco Maraggi, Patti Smith, uma biografia ilustrada de Ana Mushell, A viagem - O Grande Panda e o Pequeno Dragão, de James Norbury, e O Sol, o Mar e as Estrelas, de Iulia Bochis.

A intenção da Iguana é editar entre 12 a 14 novidades por ano. Para 2023 está confirmada a edição de The Times I Knew I Was Gay, de Eleanor Crewes, e Mauvais Genre, de Chloé Cruchaudet, premiado no festival de BD de Angoulême.

A Iguana quer ainda editar obras portuguesas neste segmento, contando, para já, com duas novidades de Filipa Beleza e de Raquel Fernandes, que assina como Raquel Sem Interesse.

Com a Iguana, o grupo Editorial Penguin Random House passa a contar com 22 chancelas e em algumas delas já foi publicada banda desenhada, em particular novelas gráficas e adaptações de romances.

A título de exemplo, a Cavalo de Ferro editou Fome, de Martin Ernstesen, a Elsinore publicou vários volumes de Sapiens, História Breve da Humanidade, de Yuval Noah Harari, e a Companhia das Letras editou Balada para Sophie, de Filipe Melo e Juan Cavia.

Questionada pela Lusa, Amaia Iglesias não se compromete com possibilidade de a Iguana passar a reunir toda a BD do grupo editorial.

"Não ficou esclarecido, por causa dos autores, dos agentes. Vai ser estudado caso a caso, porque nem todos gostam de ser mudados de chancela", disse.

Quanto a escolhas editoriais, a Iguana poderá aproveitar para ter em Portugal alguma da banda desenhada que é publicada internacionalmente no grupo editorial, mas a intenção é escolher projetos de todo o mundo.

"Realmente o mundo do livro ilustrado é impressionante. Há tanta coisa boa e interessante par publicar, mas queremos começar devagar. Temos um público que vai reagir muito bem", disse.

Amaia Iglesias acaba de regressar da Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, onde verificou duas tendências literárias: O romance de fantasia e a comédia romântica com personagens 'queer'.

"Eu acho que tem a ver com o sucesso que esses livros fazem no TikTok. Era o que se falava na feira", disse.

Amaia Iglesias, espanhola a trabalhar em Portugal há mais de uma década, considera que "o tipo de leitor de novela gráfica e BD já mudou um bocadinho e é mais amplo", não se fica apenas pela BD franco-belga mais tradicional ou pelas histórias norte-americanas de super-heróis.

"Há histórias lindíssimas em todo o mundo a serem contadas", afirmou.

Alfaguara, Booksmile, Nuvem de Letras, TopSeller, Cavalo de Ferro, Fábula, Objetiva, Penguin Clássicos e Elsinore são algumas das 22 chancelas da Penguin Random House Grupo Editorial.

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