Pedrógão Grande: Ex-presidente da Câmara de Castanheira de Pera diz que “foi feita justiça”

Agência Lusa , DCT
13 set, 19:13
Justiça

O ex-autarca disse à agência Lusa, após ser conhecido o acórdão, que “estava de consciência tranquila” e “hoje fez-se justiça”.

O ex-presidente da Câmara Municipal de Castanheira de Pera Fernando Lopes, arguido no processo para determinar eventuais responsabilidades criminais nos incêndios de Pedrógão Grande, em junho de 2017, disse esta terça-feira que, com a absolvição, “foi feita justiça”.

A Fernando Lopes, de 63 anos, eram imputados 10 crimes de homicídio e um de ofensa à integridade física, todos por negligência. Segundo o Ministério Público, detinha a responsabilidade pela coordenação da gestão e manutenção dos espaços florestais do município.

Esta terça-feira, conjuntamente com os restantes dez arguidos no processo, viu o coletivo de juízes do Tribunal de Leiria absolvê-lo de todos os crimes.

“Acordam os juízes que compõem este tribunal coletivo em julgar a pronúncia, a acusação e as acusações particulares totalmente improcedentes e não provadas, e absolver os arguidos da prática de todos os crimes”, disse a presidente do coletivo de juízes, Maria Clara Santos, na leitura do acórdão.

O ex-autarca disse à agência Lusa, após ser conhecido o acórdão, que “estava de consciência tranquila” e “hoje fez-se justiça”.

“Agora, finalmente, vou voltar a viver, pois este processo interrompeu a minha vida”, disse Fernando Lopes, escusando-se a fazer mais comentários.

Além de Fernando Lopes, eram arguidos o comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, Augusto Arnaut, então responsável pelas operações de socorro, dois funcionários da antiga EDP Distribuição (atual E-REDES), José Geria e Casimiro Pedro, e três trabalhadores da Ascendi (Rogério Mota, José Revés e Ugo Berardinelli).

O ex-presidente da Câmaras de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, o presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, Jorge Abreu, assim como o antigo vice-presidente da Câmara de Pedrógão Grande José Graça e a então responsável pelo Gabinete Florestal deste município, Margarida Gonçalves, estavam, igualmente, entre os arguidos.

Em causa neste julgamento estavam crimes de homicídio por negligência e ofensa à integridade física por negligência, alguns dos quais graves. No processo, o Ministério Público contabilizou 63 mortos e 44 feridos quiseram procedimento criminal.

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