Governo coloca desagravamento do IRS entre as prioridades do Orçamento para 2024

Agência Lusa , CF
27 mar 2023, 13:26
O deputado do Partido Socialista (PS), Eurico Brilhante Dias, intervém durante o debate parlamentar na Assembleia da República (Lusa)

Eurico Brilhante Dias recusou ainda tese de que o Governo esteja a esquecer os trabalhadores do setor privado ao anunciar um aumento intercalar em 1% dos salários dos funcionários públicos: valorização dos salários será "acompanhada no setor privado"

O líder parlamentar do PS afirmou esta segunda-feira que o desagravamento do IRS estará entre as prioridades do próximo Orçamento e defendeu que o Estado deu agora um sinal de acompanhamento da subida dos salários do privado.

Estas posições foram transmitidas por Eurico Brilhante Dias em declarações aos jornalistas no final de uma visita ao Convento de Cristo, em Tomar, no âmbito do primeiro dia de Jornadas Parlamentares do PS, depois de ter sido confrontado com a proposta do PSD de desagravamento do IRS até ao sexto escalão para se fazer face aos efeitos da inflação.

“As nossas opções de desgravamento do IRS não começaram hoje, mas em 2015. Em igualdade de circunstâncias, os portugueses pagam hoje menos dois mil milhões de euros do que pagariam em 2015”, começou por argumentar o presidente do Grupo Parlamentar do PS.

Na perspetiva de Eurico Brilhante Dias, haverá “tempo para discutir o Orçamento para 2024, onde, seguramente”, o PS e o Governo vão procurar “prosseguir essa tendência de desgravamento dos impostos sobre o trabalho”.

Perante os jornalistas, o presidente da bancada socialista recusou a tese de que o Governo esteja a esquecer os trabalhadores do setor privado ao anunciar um aumento intercalar em um por cento dos salários dos funcionários públicos.

“Quanto à classe média, temos tido uma dimensão muito importante com a valorização dos salários. É isso que faremos na função pública e é isso que continuamos a acompanhar no setor privado”, sustentou.

Neste ponto relativamente ao setor privado, Eurico Brilhante Dias fez uma alusão aos dados das contribuições para a Segurança Social, segundo as quais, excluindo o efeito volume – o aumento do emprego -, “o salário médio registado na Segurança Social continua a crescer”.

“O Estado, como empregador, deu apenas um sinal, agora, em março, de acompanhamento desse sentido de valorização dos salários do setor privado”, advogou o presidente do Grupo Parlamentar do PS.

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