Abel: «Vou proibir os jogadores de não celebrar este segundo lugar»

12 fev, 21:22
Chelsea-Palmeiras (AP)

Treinador do Palmeiras mostra «orgulho tremendo» no trajeto da equipa. «Ai de eles que não cheguem ao hotel e que não tomem cerveja», disse o técnico, na conferência de imprensa

Declarações do treinador do Palmeiras, Abel, na sala de imprensa, após a final do Mundial de Clubes, perdida para o Chelsea no prolongamento, por 2-1, em Abu Dhabi:

«Foram justos vencedores, embora o jogo tenha sido definido em detalhes. Parabéns ao nosso adversário. Acho que os nossos jogadores fizeram uma bela partida e foi definida num detalhe. O Luan… eu estou sempre a dizer que o jogo tem fatores que não controlas. Fatores aleatórios. E o aleatório é esse: é estares de costas, a bola bate na mão, o árbitro decide penálti e temos de aceitar e seguir. O detalhe foi esse. Não vou buscar desculpas ao lado. É penálti, aceitar e seguir.»

«Eu vivo um dia de cada vez e não gosto que façam comparações. Cada treinador tem a sua forma de ser e de estar. Sou muito novo ainda, tenho cinco anos de futebol profissional [ndr: como treinador] e gosto de viver um ano de cada vez, o futebol é um momento de cada vez. Temos construído muito em pouco tempo no Palmeiras, o meu coração hoje – e é uma boa pergunta – mas eu vou curar o que estou a sangrar por dentro, mas vou dizer-vos isto: eu vou proibir os meus jogadores de não celebrar este segundo lugar. Ai de eles que não cheguem ao hotel e que não tomem cerveja e que não vão no avião… vou ser o primeiro a obriga-los a celebrar. Se não fizerem isso, vão ter de levar comigo, porque sinto um orgulho tremendo no que fizemos. Adversário competente, começaram em 3x4x3, depois no fim passaram para 4x3x3, à procura dos nossos espaços entre central e lateral. Fizemos um jogo coletivo e os destaques individuai surgem no jogo coletivo.»

«Parabéns ao Chelsea, foi melhor em todos os dados estatísticos, parabéns, mas eu não posso não valorizar o que fizemos aqui. Muito orgulho dos meus jogadores.»

[Porque é que deu a bola ao Chelsea:] «(risos). Eu não dou a bola a ninguém. Têm é de perguntar ao Chelsea porque é que deu a bola ao City quando ganhou a Liga dos Campeões. Eu a bola, se puder, tenho-a sempre comigo. Não abdico de ter bola. Nem eu, nem os jogadores. Mas não jogamos sozinhos. Sabem quantos ingleses estavam a jogar? Isto é para os ingleses. Sabem quantos? Estamos a jogar contra equipas ingleses, certo? E quantos brasileiros jogaram na minha equipa? Não vou falar do resto, porque o trabalho que fizemos… e lamento que às vezes as pessoas não entendam que não estamos no mesmo plano.»

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