Valentina: pai e madrasta «fortemente indiciados de homicídio e ocultação»

10 mai 2020, 16:37
Fernando Jordão

PJ acredita que a menina de nove anos morreu em casa na quarta-feira

A Polícia Judiciária (PJ) confirmou este domingo que as duas pessoas que foram detidas por suspeitas do envolvimento na morte de Valentina, a criança que tinha desaparecido na zona de Peniche, estão «fortemente indiciados de homicídio e ocultação de cadáver, entre outros» e que estão também «fortemente ligadas à criança».

«Estamos convictos de que morreu na habitação e tudo indica que terá acontecido na quarta-feira», disse em conferência de imprensa António Jordão, coordenador da PJ de Leiria, que, quando questionado sobre se a morte poderá ter sido um acidente, respondeu: «À partida não.»

A detenção ocorreu a meio da manhã deste domingo, após vários dias de buscas pelas autoridades e com ajuda de populares. O corpo foi encontrado também na manhã deste domingo num eucaliptal e, segundo a PJ, «não estava enterrado, estava tapado.»

A PJ adiantou ainda que «questões internas do funcionamento da família levaram a este desfecho».

Na casa onde Valentina, de nove anos, estava, e onde terá morrido, além do pai, de 32 anos, e da madrasta da menina, de 38 anos, viviam mais três crianças, com 11/12 anos, quatro anos e um bebé de meses. A PJ falou com «uma das crianças» para obter algumas informações.

A PJ foi questionada sobre se a família estava referenciada por maus-tratos ou negligência, até porque a menina tinha fugido de casa uma vez, e afirmou que «não tinha informação sobre indícios anteriores de violência».

O capitão Diogo Morgado, da GNR, também presente na conferência de imprensa, adiantou que o pai da menina se deslocou por diversas vezes ao posto de comando para «obter informações» sobre a atividade das autoridades.

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